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Proteínas associadas às doenças de
Alzheimer e Parkinson interagem criando um time destrutivo
Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences,
24/09/2001
Proteínas associadas às doenças de
Alzheimer e Parkinson interagem para ampliar os efeitos
degenerativos de cada doença, indicando que terapias
bloqueadoras da produção ou do acúmulo
dessas proteínas podem trazer mais benefícios do
que se pensava, segundo estudo publicado na última edição
de Proceedings of the National Academy of Sciences.
As doenças de Alzheimer e de Parkinson são
doenças neurológicas distintas, mas cerca de um
terço dos pacientes com Alzheimer desenvolvem
Parkinson, e alguns pacientes com Parkinson apresentam sinais
da doença de Alzheimer. Para explorar as possíveis
conexões entre as doenças, cientistas da Escola
de Medicina UCSD e do Instituto de Doenças Neurológicas
Gladstone desenvolveram cepas de camundongos que produziam
duas proteínas humanas - proteína precursora
amilóide humana (hAPP) e proteína
alfa-sinuclaina humana (hSYN) que se acumulam no
organismo nas doenças de Alzheimer e de Parkinson,
respectivamente.
Camundongos que produziram um tipo de proteína
desenvolveram sintomas da respectiva doença. Mas quando
as duas proteínas eram produzidas no mesmo camundongo,
os sintomas de Alzheimer (hAPP) degeneração
de classes particulares de neurônios, prejuízo na
habilidade de aprendizado - eram agravados pela produção
de hSYN. As dificuldades motoras típicas da doença
de Parkinson (hSYN) apareceram nos camundongos que
apresentavam hAPP.
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