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Doenças e Prevenção

Tromboembolismo Venoso

Prof. Dr. Francisco H. de A. Maffei

IntroduçãoDescriçãoDiagnósticoTratamentoBibliografia

Tratamento

Como é feito o tratamento da trombose venosa profunda?
Quando são utilizados os anticoagulantes?
Como é o tratamento anticoagulante?
Por quanto tempo é feito o tratamento com heparina?
Quais são os riscos do uso de anticoagulantes?
Como saber a dose certa de anticoagulantes?
Como é o tratamento com fibrinolíticos?
O que é a trombectomia?
O que o paciente deve fazer para ajudar no tratamento com anticoagulantes?
Quais são os cuidados que deve ter com a alimentação durante o tratamento com anticoagulantes?
Quais são os cuidados que ele deve tomar com outros medicamentos?
Como é o tratamento nos casos em que o anticoagulante é contra-indicado?
Como tratar a embolia pulmonar?
O que pode acontecer se a embolia pulmonar e trombose venosa profunda não forem tratadas?
Como prevenir o tromboembolismo venoso?
Como é o tratamento profilático?
Como a família pode ajudar o paciente?

Como é feito o tratamento da trombose venosa profunda?

O tratamento ideal, que seria a destruição total do trombo que se formou na veia, sem efeitos colaterais maiores, infelizmente ainda não existe. O tratamento pode ser feito através de medicamentos (fibrinolíticos e anticoagulantes) ou ainda retirada cirúrgica do trombo (trombectomia). A administração da droga fibrinolítica e a trombectomia são realizadas apenas nos casos mais graves.

[sobe]

Quando são utilizados os anticoagulantes?

O tratamento empregado na maioria dos pacientes é feito com drogas chamadas "anticoagulantes", que dimimuem a coagulação do sangue, mas não conseguem destruir o trombo. Entretanto, são drogas indispensáveis que impedem que o trombo continue a crescer, diminuindo a gravidade da doença e também a probabilidade de soltar um êmbolo para o pulmão. A não ser que o doente tenha risco de hemorragia, esse tratamento é, no momento, considerado obrigatório para a trombose venosa profunda e para a embolia pulmonar.

[sobe]

Como é o tratamento anticoagulante?

Nos dias atuais, o tratamento anticoagulante é iniciado com uma droga chamada heparina ou com drogas que são frações da heparina, chamadas de heparinas de baixo peso molecular (HBPM). O médico é que vai determinar qual droga prefere utilizar.

Ambas são eficientes e os efeitos colaterais também são similares, mas um pouco menores com as HBPM, esta porém tem o preço mais alto. Para corrigir a dose de heparina a ser utilizada, é necessário a realização de exames de sangue diários, o que não é necessário com as HBPM. Em geral, a fase inicial do tratamento é feita com o paciente internado no hospital. A critério do médico, se as condições do paciente permitirem, o tratamento pode ser feito na própria casa do paciente.

Junto ou logo após o início desse tratamento com as heparinas, feito por injeção na veia ou subcutânea, é feito um tratamento com um anticoagulante oral (o mais usado é a varfarina ).

[sobe]

Por quanto tempo é feito o tratamento com heparina?

O tratamento com as heparinas é mantido por um prazo de 5 a 10 dias, sendo depois suspenso e mantido apenas o tratamento com o anticoagulante oral, por um prazo de 3 a 12 meses e às vezes pelo resto da vida.

O médico determinará o tempo de tratamento de acordo com o tipo de trombose: se foi espontânea ou desencadeada por alguma situação especial (cirurgia etc.) e se foi primeiro surto de trombose, ou se ela se repetiu mais do que uma vez.

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Quais são os riscos do uso de anticoagulantes?

O tratamento com o anticoagulante oral mexe com o equilíbrio da hemostasia (como aliás o tratamento com as heparinas): se a dose for pequena, o paciente corre o risco de ter nova trombose, se for excessiva, pode ter uma hemorragia.

O paciente em uso de anticoagulante deve tentar evitar ferimentos, que podem sangrar muito mais, e também injeções intra-musculares, pois podem causar grandes hematomas.

O anticoagulante oral pode sofrer a interação de outros medicamentos, que tanto podem aumentar sua ação, causando hemorragia, como diminuí-la, aumentando o risco de nova trombose, por isso deve-se tomar todo o cuidado com qualquer outra medicação.

Outros médicos que atenderem o doente, devem ser avisados que o paciente está tomando anticoagulante oral; a escolha de qualquer outro tratamento necessário deve ser feito de modo que não interfira ou interfira pouco com o anticoagulante.

Deve ser evitada também a tomada de qualquer remédio sem receita, mesmo os considerados mais simples, pelo risco de interferir com o anticoagulante podendo causar hemorragias até fatais. Medicações comuns como o ácido acetil salicílico (AspirinaR), e todos os demais anti-inflamatórios podem aumentar a ação dos anticoagulantes! Todo cuidado é pouco nesses casos!

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Como saber a dose certa de anticoagulantes?

A coagulação do sangue tem de ser medida, por um teste da coagulação do sangue, chamado tempo de protrombina. Baseado nesse exame, o médico vai corrigir a dose do medicamento a ser tomado.

O tempo de protrombina é um exame que está atualmente padronizado em todo mundo, para o seguimento do tratamento com anticoagulantes orais. Ele deve ter o resultado dado por um padrão internacional, chamado RNI ( razão internacional de normatização), devendo portanto ser realizado em laboratórios de análise confiáveis e atualizados para essa realização.

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Como é o tratamento com fibrinolíticos?

Em casos muito graves, que são raros, em que todas as veias do membro estão obstruídas, com sintomas muito intensos e maior risco da perda de membro e da própria vida, ou de embolia pulmaonar grave com queda da pressão arterial, o médico pode julgar necessário usar uma droga denominada fibrinolítica. Esse medicamento destrói o trombo, mas também causa hemorragia com maior freqüência e nem sempre funciona. Atualmente, essas drogas estão sendo usadas por um cateter colocado dentro do próprio trombo, o que parece melhorar os resultados.

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O que é a trombectomia?

No casos graves, pode também ser indicada uma operação (trombectomia) para retirada do trombo. Os resultados nem sempre são bons, por isso essa operação deve ser escolhida com critério.

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O que o paciente deve fazer para ajudar no tratamento com anticoagulantes?

O paciente deve levar o tratamento a sério, comparecendo religiosamente ao consultório do médico ou à clinica em que está sendo tratado, e seguir cuidadosamente o tratamento, que é essencial porém perigoso, se for mau feito.

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Quais são os cuidados que deve ter com a alimentação durante o tratamento com anticoagulantes?

Tanto a alimentação como outras medicações podem alterar o tratamento com os anticoagulantes orais, aumentando o risco de hemorragia ou diminuindo seu efeito. O doente deve seguir uma dieta regular e evitar a ingestão de álcool.

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Quais são os cuidados que ele deve tomar com outros medicamentos?

Ele só deve tomar outras medicações se tiver certeza de que elas não vão interferir com o anticoangulante. É melhor consultar sempre o médico que o acompanha, quando tiver de tomar outra medicação, mesmo se receitada por outros médicos.

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Como é o tratamento nos casos em que o anticoagulante é contra-indicado?

Nos casos em que o médico achar que existe contra-indicação para o tratamento anticoagulante, principalmente se houver embolia pulmonar associada, ele pode indicar a colocação de um filtro na veia cava (grande veia no abdome e tórax que leva para o coração todo o sangue da metade inferior do corpo). Esse filtro é uma espécie de peneira, que impede a passagem de coágulos para o pulmão e é colocado por meio de um cateter pela veia jugular no pescoço, ou pela veia femoral, na virilha.

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Como tratar a embolia pulmonar?

A embolia pulmonar é tratada de maneira similar à da trombose venosa profunda, só que nos casos mais graves o tratamento deve ser mais intenso.

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O que pode acontecer se a embolia pulmonar e trombose venosa profunda não forem tratadas?

A trombose venosa e a embolia pulmonar, se não forem tratadas corretamente, podem piorar ou ainda recorrer, formando novos trombos que prejudicam a saúde do paciente, podendo mesmo causar a morte.

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Como prevenir o tromboembolismo venoso?

Antes de iniciar o uso de anticoncepcional ou de tomar hormônio para reposição após a menopausa, toda mulher deve se lembrar se já teve trombose anteriormente e tentar se informar da existência de parentes com trombose venosa ou embolia pulmonar. Em caso positivo, deve informar seu médico, ou procurar um médico, para que exames especiais possam ser feitos, para verificar se ela tem maior risco de ter a trombose, caso tome o hormônio.

Como, na maioria dos casos, o tromboembolismo aparece quando o paciente está em repouso pôr outra doença, após uma operação cirúrgica, após trauma, após parto etc. é possível preveni-lo, quando uma pessoa é submetida a uma dessas situações.

A possibilidade de ter o tromboembolismo é tanto maior, quanto maior o número de fatores de risco o paciente apresentar. Um paciente de mais de 60 anos que vai fazer uma operação ortopédica de quadril, por exemplo, vai ter muito mais chance de desenvolver o tromboembolismo do que um paciente de 30 anos submetido a uma cirurgia de hérnia: essa chance aumenta ainda mais se o paciente já teve uma trombose venosa no passado. O médico que atender um paciente, ou que vai operá-lo tem que se lembrar do risco dele ter uma trombose venosa profunda ou uma embolia pulmonar e, se achar necessário, deverá orientar um tratamento profilático.

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Como é o tratamento profilático?

As medidas profiláticas mais simples são: a movimentação do paciente na cama, levantar da cama e andar o mais cedo possível, assim que o médico der autorização para tal. Muitas vezes, o doente tem medo, ou ainda se sente fraco e prefere ficar na cama, apesar da ordem do médico para levantar. Esse é o momento importante para os familiares animarem e auxiliarem o paciente, o que muito ajudará a evitar a trombose, além de facilitar sua recuperação.

Quando necessário, o médico pode receitar os anticoagulantes, principalmente a heparina ou uma das heparinas de baixo peso molecular, em doses que são menores do que para o tratamento da trombose e da embolia pulmonar já estabelecidas, com a finalidade de prevenir essas doenças.

Junto com esses remédios ou se eles não puderem ser receitados porque o doente corre risco de ter hemorragia, o médico pode receitar um tipo especial de meia elástica, ou a compressão das pernas do doente com botas infláveis, que se enchem de ar ciclicamente.

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Como a família pode ajudar o paciente?

Os familiares de pacientes com trombose ou embolia pulmonar devem se inteirar da doença e de seu tratamento. Acompanhar o doente em seus vários momentos e insistir no seguimento correto do tratamento: não deixando faltar às consultas para controle dos anticoagulantes e não permitindo a tomada de qualquer remédio, que eventualmente, em associação com o anticoagulante possam causar hemorragias, que podem chegar a ser mortais.

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Atenção: As informações contidas neste site têm caráter informativo e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.

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