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Doenças e Prevenção

Catapora - Vacina

Dra. Lucia Ferro Bricks

IntroduçãoDescriçãoPrevençãoBibliografia

Prevenção

É possível prevenir a varicela com vacina?
Como é feita a vacina contra a varicela?
Quais são as reações adversas da vacina?
A pessoa que já teve varicela já está imunizada ou é melhor fazer o teste sorológico antes de administrar a vacina?
Qual a eficácia das vacinas contra a varicela?
Isto quer dizer que a criança pode não ficar protegida após a vacinação?
O que é a síndrome da varicela modificada?
Existe risco de o indivíduo vacinado transmitir varicela para pessoas não imunes?
Quais são as contra-indicações e precauções em relação à vacina?
Qual a duração da proteção conferida pela vacina?
Existe risco de a vacinação contra a varicela levar a um aumento na incidência de zoster?
A vacinação contra varicela é capaz de prevenir a doença após a exposição?
Quais são os cuidados após a vacinação?

É possível prevenir a varicela com vacina?

Sim, e a vacina contra varicela deve ser recomendada para toda criança, a partir de um ano de idade, assim como para pessoas de qualquer idade que não tenham tido a doença.

[sobe]

Como é feita a vacina contra a varicela?

A vacina contém vírus vivos atenuados da cepa Oka e são recomendadas em dose única, por via subcutânea, para todas as crianças saudáveis com idade entre 12 e 18 meses, e para aquelas entre 12 meses e 13 anos que não tenham tido a doença. Adolescentes e adultos que não tiveram a doença devem receber duas doses da vacina, com intervalo de 4 a 8 semanas, pois a vacina é menos imunogênica (eficiente, pois induz menor taxa de anticorpos) nestes grupos.

[sobe]

Quais são as reações adversas da vacina?

A vacina é bastante segura, causando poucas reações; 25% das crianças e entre 25 a 35% dos adultos vacinados queixam-se de dor, edema, ou vermelhidão no local de aplicação da vacina.

Aproximadamente, 15% das crianças normais vacinadas e 10% dos adolescentes e adultos apresentam febre (temperatura oral ³ 390C) nos primeiros 42 dias após a vacinação e a maioria das reações febris é associada a outras infecções virais.

Menos de 4% das pessoas saudáveis apresentam exantema (vermelhidão) no local da vacinação (média de 2 vesículas), 8 a 19 dias após a vacinação e 4% dos vacinados apresentam máculas (manchas avermelhadas) e pápulas (pequenas lesões sólidas, circunscritas e elevadas na pele) não localizadas, com média de 5 vesículas, 5 a 26 dias após a vacinação. Outras reações são muito raras.

[sobe]

A pessoa que já teve varicela já está imunizada ou é melhor fazer o teste sorológico antes de administrar a vacina?

Estudos realizados nos EUA demonstraram que o antecedente positivo para varicela apresenta boa correlação com a imunidade, tanto em crianças como em adultos, porém, 2% a 4% dos adultos que relatam antecedente de varicela não têm evidências laboratoriais da imunidade (dado falso positivo).

A história negativa, entretanto, nem sempre é confiável. Aproximadamente, metade das crianças com idade entre 7 e 12 anos, cujos pais afirmavam não terem tido varicela, tinham imunidade (dosagem de anticorpos em títulos protetores (anticorpos e quantidade suficiente para proteger contra a doença, em adultos este percentual sobe para 75 a 90%.

A maioria dos adolescentes e adultos com história negativa de varicela é imune à doença e o antecedente negativo provavelmente se deve a infecções leves ou subclínicas (sem sinais e sintomas), a erros no diagnóstico ou ao esquecimento, pois a varicela geralmente ocorre na infância. No Brasil é difícil responder a esta questão, tendo em vista que ainda não dispomos de estudos sobre este problema, a sorologia não é realizada rotineiramente e o custo da vacina é elevado.

Se houver dúvidas quanto à imunidade, devem-se considerar os custos de ambos os procedimentos (sorologia e vacina), levando-se em conta que, se por um lado a vacinação de pessoas com imunidade não acarreta riscos, a vacinação de adolescentes e adultos tem custo elevado, pois existe necessidade do uso de duas doses para que se consiga a imunidade adequada.

[sobe]

Qual a eficácia das vacinas contra a varicela?

Estima-se que as vacinas contra varicela propiciem 70 a 90% de proteção contra a infecção e 95% de proteção contra formas graves da doença.

[sobe]

Isto quer dizer que a criança pode não ficar protegida após a vacinação?

Sim, a proteção não é completa. A maioria dos indivíduos vacinados apresenta boa resposta à vacina, porém apesar de desenvolverem anticorpos, podem apresentar a síndrome da varicela modificada.

[sobe]

O que é a síndrome da varicela modificada?

É uma forma leve da doença que ocorre em pessoas vacinadas alguns anos após a vacinação; a doença se manifesta com baixo número de lesões cutâneas (média de 30 lesões) é afebril e evolui em dois a três dias.

[sobe]

Existe risco de o indivíduo vacinado transmitir varicela para pessoas não imunes?

O vírus vacinal raramente é isolado de pessoas saudáveis vacinadas, especialmente quando elas não desenvolvem exantema. Em leucêmicos, esse risco é maior e tem relação direta com o número de lesões cutâneas, porém, em todos os casos de transmissão do vírus vacinal, os contatos têm doença leve, afebril e com baixo número de lesões cutâneas, semelhante à síndrome da varicela modificada.

[sobe]

Quais são as contra-indicações e precauções em relação à vacina?

A vacina da varicela é contra-indicada nas seguintes situações:

  • comprometimento do estado geral, com ou sem febre;
  • imunodepressão congênita ou adquirida. Em algumas circunstâncias como nos casos de leucemia linfocítica aguda em remissão (doença maligna que acomete as células sanguíneas), portadores assintomáticos do HIV e imunodeficiência humoral (deficiência de anticorpos ou imunoglobulinas), a vacina pode ser recomendada, após cuidadosa avaliação médica.
  • uso de corticosteróides em dose maior que 2 mg/kg/dia ou 20 mg/dia de predinisona ou equivalente, por mais de um mês. Nesta situação recomenda-se a vacina somente 3 meses após o término do tratamento com corticóide. Acredita-se que o uso sistêmico de corticóides em doses inferiores a 2 mg/kg/dia (60 mg/m2) de predinisona ou equivalente não acarrete maior risco às crianças portadoras de asma, mas, sempre que possível, é recomendável que o uso de corticoesteróides seja interrompido por 1 a 2 semanas antes e 2 a 3 semanas após a vacinação. O uso de corticóides por via inalatória, provavelmente, não aumenta o risco de reações à vacina.
  • gestação - os efeitos do vírus atenuado sobre o feto ainda são desconhecidos e as gestantes não devem ser vacinadas. Após a puberdade, as mulheres vacinadas devem evitar a gestação por um mês. A presença de gestantes no domicílio de vacinados não constitui contra-indicação para vacinação de indivíduos não imunes, em função da baixa possibilidade de transmissão do vírus vacinal;
  • indivíduos que tenham apresentado reação alérgica de caráter anafilático (caracterizada pela presença de urticária, edema de glote, sibilância ou choque) à gelatina ou neomicina;
  • administração recente de sangue, plasma ou imunoglobulina. Ainda se desconhece se esses produtos interferem na eficácia vacinal , por isso, recomenda-se aguardar 5 meses após seu uso para administrar a vacina. Deve-se, também, sempre que possível, evitar a administração de sangue, plasma, imunoglobulinas e a imunoglobulina específica contra o vírus da varicela-zoster (VZIG) por, pelo menos, 3 semanas após a vacinação e, se isto não for possível, recomenda-se testar a imunidade após 6 meses ou revacinar após 5 meses.

[sobe]

Qual a duração da proteção conferida pela vacina?

Diversos estudos têm demonstrado que os indivíduos que apresentaram soroconversão (boa produção de anticorpos) após a vacinação, mantêm o título de anticorpos (anticorpos em quantidades suficientes para conferir proteção) por períodos prolongados de tempo (até 20 anos), entretanto, como a vacina só foi licenciada para uso na rotina na década de 90, são necessários novos estudos para avaliar se, futuramente, haverá necessidade de doses de reforço.

[sobe]

Existe risco de a vacinação contra a varicela levar a um aumento na incidência de zoster?

Varicela é a infecção primária pelo vírus da varicela-zoster e o zoster é a recorrência da infecção. O vírus fica latente no organismo, e com a idade ou diminuição da imunidade, pode se reativar, ocasionando lesões semelhantes às da varicela, porém, mais localizadas e acompanhando o trajeto nervoso.

A incidência de zoster em crianças normais é tão baixa que, para conhecer o impacto da vacinação sobre a incidência de zoster, será necessário o seguimento de milhares de indivíduos, durante vários anos e, atualmente, ainda não existem estudos com poder suficiente para responder a esta questão.

Estudos realizados em crianças normais e crianças leucêmicas indicam que a vacinação generalizada deverá reduzir a incidência de zoster. Nos raros casos que ocorreram em indivíduos vacinados, a doença foi mais leve, com baixo número de lesões e resolução mais rápida do que naqueles que tiveram infecção pelo vírus selvagem.

[sobe]

A vacinação contra varicela é capaz de prevenir a doença após a exposição?

Quando o contato tiver ocorrido há menos de 72 horas, a vacina pode evitar a doença em 50% a 100%. Nos casos em que a proteção não é completa, a vacina é capaz de atenuar a doença.

[sobe]

Quais são os cuidados após a vacinação?

Deve-se evitar o uso de salicilatos: aspirina, ácido acetilsalicílico e outros antiinflamatórios até 6 semanas após a vacinação.

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