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Vacinas - quais e quando tomar.
Além das vacinas contra tuberculose, difteria, tétano,
coqueluche e sarampo, que já fazem do calendário
de vacinação adotado no Brasil, as crianças
saudáveis menores de 5 anos devem receber:
- a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- vacina contra hepatite B;
- vacina contra Haemophilus influenzae do tipo b.
Se possível, as crianças devem receber também
a vacina contra varicela e hepatite A, conforme recomendação
da Sociedade Brasileira de Pediatria (tabela 1).
| Tabela 1 - Calendário
Vacinal recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria
SBP - ano 2000. |
| Idade |
Vacinas |
| ao nascer |
BCG intradérmico (contra tuberculose - obs1) +
Hepatite B (HB) (obs2) |
| 1 mês |
Hepatite B |
| 2 meses |
Tríplice bacteriana - (DTP: contra difteria, tétano
e coqueluche - obs3) + Poliomielite (Pólio: paralisia
infantil - obs4) + Haemophilus influenzae do tipo b
(Hib - obs5) |
| 4 meses |
DPT + Pólio + Hib |
| 6 meses |
DPT + Pólio + Hib + HB |
| 9 meses |
Sarampo + Febre amarela (obs6) |
| 12 a 15 meses |
Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)
+ Varicela (obs7) |
| 15 meses |
DPT + Pólio + Hib |
| 4 - 6 anos |
DPT + Pólio |
| 4 a 10 anos |
Tríplice viral (obs8) |
| 6 a 10 anos |
BCG (obs9) |
| 14 a 16 anos |
Dupla tipo adulto (dT - difteria e tétato) -
obs10 |
Observações:
- BCG - Vacina contra a tuberculose. Se não
for aplicada ao nascer, aplicar o BCG durante o primeiro mês
de vida.
- Vacina HB - Vacina contra hepatite B. Idealmente,
a vacina HB deve ser aplicada dentro das primeiras 12 horas
de vida, ou, pelo menos, antes da alta. Se não for
aplicada na idade preconizada, deve ser feita em qualquer
idade, num total de três doses, com intervalo de um mês
entre a primeira e a segunda, e de seis meses entre a
primeira e a terceira dose.
- Vacina DPT - Vacina contra difteria, tétano e
coqueluche. Quando disponível, pode ser utilizada
a vacina acelular contra a coqueluche (DTaP) desde o início
do esquema; recomenda-se substituir a vacina DPT de células
inteiras pela vacina DTaP se a criança apresentou
evento adverso como episódio hipotônico-hiporrensponsivo
ou convulsão após a administração
da vacina celular.
- Vacina contra a poliomielite (paralisia infantil).
Podem ser utilizadas as vacinas oral (Sabin) ou inativada
(IPV). Na rotina, utilizar a vacina oral; em imunodeprimido,
deve-se utilizar somente a vacina inativada contra a pólio.
- Vacina contra o Hib. Se for utilizada a vacina
conjugada com a proteína da membrana externa do
meningococo B (PRP-OMP), o esquema é de duas doses,
com reforço aos 12-15 meses; se forem utilizadas as
vacinas conjugadas com o toxóide tetânico
(PRP-T) ou proteína CRM197. Após os 12 meses,
crianças não vacinadas previamente devem
receber dose única.
- A vacina contra febre amarela é obrigatória
para indivíduos que viajam para zona de risco; reforço
a cada 10 anos.
- A vacina contra varicela é recomendada em
dose única até os 12 anos; indivíduos
com 13 anos ou mais devem receber duas doses, com intervalo
de 4 a 8 semanas.
- Uma segunda dose da vacina tríplice viral é
recomendada na idade escolar, a fim de evitar acúmulo
de suscetíveis de sarampo
- A aplicação da segunda dose de BCG
deve obedecer a política de saúde (Estadual,
Municipal), enquanto são aguardados estudos sobre a
eficácia e efetividade da revacinação.
- Reforço da dT a cada 10 anos.
Observação: havendo possibilidade e
disponibilidade, vacinar contra hepatite A.
Fonte:
Vacinações
por Dra. Lúcia Ferro Bricks
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