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| Caminhada melhora habilidades
mentais de pessoas acima dos 60 anos |
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| Fonte: Nature, 29/07/1999 |
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Um novo estudo, publicado na edição
de 29 de julho de 1999 da revista Nature, indica que
pessoas ao redor dos 60 anos de idade, previamente sedentárias,
que andem rapidamente durante 45 minutos em três dias da
semana, podem melhorar significativamente suas habilidades
mentais, as quais, geralmente, diminuem com o envelhecimento.
As descobertas não focalizam os benefícios
do condicionamento físico, mas, sim, as regiões
frontais do cérebro, onde o oxigênio adicional,
inspirado durante a caminhada, possibilita reações
mais rápidas, aumentando a habilidade de ignorar as
distrações quando completando uma variedade de
tarefas mentais em um computador.
"Logo, uma pessoa que não era
fisicamente ativa durante sua juventude ainda pode usufruir da
caminhada", diz Arthur F. Kramer, psicólogo da
Universidade de Illinois e pesquisador do Instituto Beckman de
Ciência Avançada e Tecnologia.
O estudo examinou o impacto cognitivo da
caminhada (exercício aeróbio) ou de exercícios
de tonificação (anaeróbios) em 124
adultos entre 60 e 75 anos de idade. Os participantes de ambos
os grupos apresentaram melhorias em tarefas repetitivas
(apertar um botão) após um estímulo
visual. Contudo, aqueles que caminhavam processavam melhor e
ignoravam os estímulos irrelevantes, completando com
sucesso as tarefas, quando comparados àqueles que
faziam exercícios anaeróbios.
O processamento de informação
relevante e o descarte de distrações são
essenciais para o controle executivo, termo que abrange o
planejamento, inibição e manutenção
temporária da informação na memória.
Quando se dirige um carro, por exemplo, deve-se efetuar
rapidamente várias tarefas complexas, como vigiar os
outros veículos, os pedestres, sinais de trânsito
e ignorar informações desnecessárias.
"Os processos do controle executivo estão
relacionados às regiões frontal e pré-frontal
do cérebro, que apresentam variações
morfológicas e metabólicas negativas durante o
processo de envelhecimento normal, em que as células
encolhem e o fluxo sangüíneo diminui",
explica Kramer.
Os participantes caminhavam 15 minutos por
dia, três dias por semana, a 1,5 metros por segundo, sob
supervisão de uma enfermeira, aumentando a taxa com o
passar do tempo. O grupo de exercícios anaeróbios
(tonificação e alongamento) se encontrava três
vezes por semana, por uma hora, durante os seis meses do
projeto.
Aqueles que caminhavam aumentaram o consumo
de oxigênio em 5%.
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