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| Amamentação eleva QI
de bebês |
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| Fonte: American Journal of Clinical Nutrition,
22/09/1999 |
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O quociente de inteligência, QI, de bebês
amamentados é de 3 a 5 pontos mais elevado do que
daqueles alimentados por fórmulas, de acordo com estudo
publicado na edição de outubro de 1999 do American
Journal of Clinical Nutrition.
O leite materno está associado a níveis
significativamente elevados do desenvolvimento cognitivo,
quando comparada a outro tipo de alimentação. A
diferença aumenta conforme o tempo de amamentação
e, além disso, bebês que nascem com baixo peso
recebem maiores benefícios.
Esse estudo confirma que os nutrientes do leite materno e a
ligação maternal têm efeitos benéficos
para o QI, conforme afirma James W. Anderson, M.D. Bebês
privados do leite de suas mães tendem a apresentar QI
mais baixo, menor realização educacional e
ajustamento social empobrecido, quando comparados àqueles
que foram amamentados.
O leite materno provê nutrientes requeridos para o rápido
desenvolvimento do cérebro imaturo. Sustenta o
desenvolvimento neurológico ao prover ácidos
graxos poli-insaturados de cadeia longa, tais como o ácido
docosaexanóico (em inglês, DHA) e o ácido
araquidônico (AA).
Esse estudo consistiu em uma meta-análise, ou seja,
em uma revisão crítica, resumindo-se os
resultados de vários estudos clínicos e de
características selecionadas sobre o assunto. Esse tipo
de análise é importante para separar os efeitos
da ligação com a mãe daqueles advindos
dos nutrientes originários do leite materno.
O estudo incluiu 20 artigos publicados que satisfaziam o
critério da meta-análise. Essa abrangia fatores
como a idade e nível de inteligência da mãe,
ordem do nascimento (primeiro ou segundo filho, por exemplo),
peso do bebê ao nascer, idade gestatória e condição
socio-econômica.
Lipídios formam 60% do cérebro, com o DHA e o
AA como componentes principais. Durante a gravidez, a mãe
mobiliza o DHA e o AA para garantir o desenvolvimento cerebral
do feto, continuando a fornecê-los através do
leite após o nascimento.
Bebês prematuros são extremamente vulneráveis
por não usufruírem do suprimento intra-uterino
daqueles ácidos, não possuindo também
qualquer estoque de gorduras destes ácidos de cadeia
longa.
Em mais de 60 países, incluindo a maior parte da
Europa, as fórmulas infantis são vendidas com
DHA e AA, mas os mesmos não são encontrados nas
fórmulas vendidas nos EUA.
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