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| O mel pode ser a cura
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| Fonte: Nursing Times, 01/08/2000 |
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Jem Bonnievale tinha 15 anos quando contraiu septicemia
meningocócica, causada pela infecção por
Neisseria meningitidis.
Quando chegou ao hospital, apresentava manchas púrpuras
nas pernas e dedos, que, rapidamente, levaram à morte
dos tecidos. Ambas as pernas foram amputadas, do joelho para
baixo, bem como alguns dedos de ambas as mãos.
Passou, então, por múltiplos enxertos de pele
e sofreu, durante meses, com suas feridas infectadas. Seu caso
era extremo e difícil de ser tratado devido à
dor causada. Durante seis meses, o sucesso dos enxertos era
variável e as feridas apresentavam grande crescimento
de Pseudomonas e Staphlococcus aureus.
Todos os tratamentos tradicionais foram tentados sem
sucesso. Quando nada mais funcionava, a enfermeira Cheryl
Dunford e seus colaboradores tentaram o mel.
Pedaços de gase, impregnados com mel manuka
esterilizado, da Nova Zelândia, envolviam uma das pernas
e curativo tradicional, na outra perna.
Em poucos dias, a perna exposta ao mel apresentou redução
das bactérias. Ambas as pernas foram, então,
tratadas com o mel. Em 10 semanas, ambas estavam curadas. Jem
recebeu alta do hospital e, com pernas artificiais, vive
normalmente.
O uso do mel na medicina é mencionado nos escritos médicos
mais antigos. Atualmente, cientistas e médicos estão
redescobrindo a efetividade do mel no tratamento de feridas.
O Dr. Peter Molan, professor de bioquímica da
Universidade de Waikato, Nova Zelândia, faz este tipo de
pesquisa por cerca de 20 anos. Observações clínicas
e estudos experimentais indicam que o mel possui propriedades
efetivamente antibacterianas e anti-inflamatórias.
Remove, sem dor, o pus, cascas de feridas e tecido morto dos
ferimentos e estimula o crescimento de novo tecido.
"Testes indicaram que o mel é mais efetivo no
controle da infecção em feridas por queimadura
do que a sulfadiazina de prata, pomada antibacteriana mais
amplamente utilizada em queimados nos hospitais", diz
Molan.
O caso de Jem foi publicado na edição de junho
de 2000 da revista Nursing Times.
O Dr. Molan acredita que se o mel fosse utilizado desde o início
em casos de septicemia meningococócica, haveria muito
menos dano aos tecidos. "A capacidade extraordinária
do mel em reduzir a inflamação e retirar os
radicais livres deve interromper o progresso do dano à
pele, assim como faz com as queimaduras, bem como proteger
contra o estabelecimento de uma infecção",
explica Molan.
Os pesquisadores acreditam que o potencial terapêutico
do mel é subutilizado. Está amplamente disponível
na maioria das comunidades e, embora os mecanismos de ação
de muitas de suas propriedades permaneçam
desconhecidos, agora é hora da medicina convencional se
voltar a este remédio tradicional.
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