|
| Cafeína em refrigerantes não
é questão de sabor |
|
|
|
| Fonte: Archives of
Family Medicine, 14/08/2000 |
|
|
|
A maioria das pessoas que consomem refrigerantes similares à
Coca-Cola não são capazes de dizer se os mesmos
contêm, ou não, cafeína, de acordo com um
estudo de Johns Hopkins. "Isto vai contra à afirmação
dos fabricantes, que dizem que adicionam a cafeína
puramente pelo sabor", afirma o psico-farmacêutico
Roland Griffiths, Ph.D., que conduziu o estudo.
A pesquisa envolveu 25 consumidores de refrigerantes à
base de cola. Descobriu-se que 8% deles eram capazes de
detectar a cafeína em concentrações de
0,1 miligrama por mililitro, a mesma concentração
encontrada na Coca-Cola clássica e na Pepsi. O restante
do grupo não foi capaz de notar a diferença
entre as colas que continham e as que não continham
cafeína, até que os níveis desta fossem
elevados muito acima daqueles aprovados pela FDA.
O artigo foi publicado na edição deste mês
de Archives of Family Medicine.
"A indústria de bebidas insere uma droga que,
brandamente, leva ao vício e altera o ânimo das
pessoas, a qual ainda é responsável pelo maior
consumo de refrigerantes cafeinados", diz Griffiths.
Cerca de 70% dos refrigerantes americanos contém cafeína.
As versões descafeinadas da Coca-Cola e da Pepsi
representam apenas 5% da vendas.
"Como esses refrigerantes são agressivamente
vendidos às crianças, os produtores deveriam
explicar a razão da presença da cafeína",
complementa.
Segundo Griffiths, tanto a nicotina quanto a cafeína
são drogas psicoativas. Até recentemente, as
companhias de cigarro negavam que a nicotina viciava e diziam
que era adicionada apenas para melhorar o sabor dos cigarros.
O mesmo ocorre com a cafeína, complementa.
Os refrigerantes representam a fonte mais rica de açúcar
extra adicionada à dieta americana e o seu maior
consumo pelas crianças toma o lugar de alimentos mais
nutritivos, podendo aumentar a perda de dentes, bem como o número
de casos de obesidade e de fraturas ósseas.
"Sabe-se que adultos e crianças podem se tornar
fisiológica e psicologicamente dependentes de
refrigerantes cafeinados, apresentando síndrome de
abstinência se deixarem de consumi-los (dor de cabeça
e letargia por um dia ou dois)", diz Griffiths. "A
maioria dos adultos pode se informar e enfrentar a situação,
a qual é mais problemática para crianças",
continua.
No estudo, os cientistas, a princípio, se
certificaram de que os voluntários eram capazes de
discernir a Diet Coke da Coca-Cola normal, sinal de que possuíam
paladar razoavelmente sensível. Então, durante
as sessões de teste, os participantes experimentaram 50
doses de refrigerante, um par a cada vez, para avaliar se eram
capazes de distingüir entre a Coca descafeinada e aquela
que havia recebido a dose de cafeína.
[voltar]
[topo]
Atenção:
As informações contidas neste site têm caráter
informativo e não devem ser utilizadas para realizar
auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação.
Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.
Proibida a reprodução, distribuição
ou publicação, parcial ou total, do conteúdo deste
site estando o infrator sujeito às sanções legais
cabíveis.
|