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| Vitamina D é medicamento
promissor contra o câncer |
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| Fonte: Sociedade Química Americana,
22/08/2000 |
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Hoje, mães recomendam a vitamina D para seus filhos,
para fortalecer ossos e dentes. Em uma década, uma versão
quimicamente modificada da vitamina poderá se tornar um
dos medicamentos utilizados para prevenir o câncer, como
afirmam alguns pesquisadores na 220a reunião nacional
da Sociedade Química Americana.
A vitamina D é freqüentemente adicionada ao
leite, sendo produzida naturalmente pela pele exposta à
luz solar. Mas, se ingerida nas quantidades necessárias
para concretizar seu potencial de prevenção ao câncer,
pode causar osteoporose ou mesmo a morte.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, em
Baltimore, afirma que talvez tenham descoberto uma forma de
transpor o problema. Foram criadas quatro versões
diferentes de vitamina D em laboratório, as quais foram
testadas em dois grupos de camundongos: um era pintado com uma
substância química indutora de câncer e o
outro não.
Após um período de 20 semanas de tratamento, o
candidato mais promissor da vitamina D reduziu a incidência
de tumores de 28% e o número de tumores de 63%. Os
resultados indicam a efetividade em potencial do medicamento
na prevenção do câncer, de acordo com os
pesquisadores. Estudos prévios em camundongos
demonstraram que o medicamento é seguro quando
ingerido.
"Este é o melhor análogo da vitamina D em
termos de perfil terapêutico", diz Gary H. Posner,
Ph.D., pesquisador principal do estudo e professor de química
da universidade. Posner adverte que o medicamento, que ainda não
foi testado em humanos, está nos estágios
iniciais de desenvolvimento e pode levar até 10 anos
para alcançar o mercado. Se bem-sucedido, o medicamento
será dado à pacientes sob alto risco de câncer.
Existe um grande interesse na prevenção do câncer,
com muitos estudos alegando as propriedades preventivas de chás,
ervas medicinais e suplementos vitamínicos,
incluindo-se as vitaminas A, C e E. Muitas destas alegações
não foram ratificadas ou foram pobremente testadas,
enquanto que os compostos em si geralmente não são
regulamentados. Como resultado, consumidores que fazem uso
destes produtos estão se submetendo a riscos em
potencial para sua saúde.
Este ano, mais de 550 mil americanos morrerão de câncer
e mais de um milhão de novos casos serão
diagnosticados. A doença é a segunda causa
principal de morte naquele país, perdendo apenas para
as doenças do coração. O desenvolvimento
e produção de qualquer medicamento que previna o
câncer em humanos, fato cientificamente provado, seria
um marco histórico.
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