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| Combatendo doenças cardíacas
em minutos |
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| Fonte: Circulation, 29/08/2000 |
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No primeiro estudo do gênero, pesquisadores mostram
que várias sessões curtas de exercícios
podem ser tão benéficas quanto uma única
sessão longa se a quantidade total de exercícios
for a mesma. A pesquisa foi publicada na edição
de 29 de agosto do jornal Circulation.
Outro estudo indica que o exercício vigoroso é
mais benéfico do que níveis moderados de
atividade física no combate às doenças
cardíacas.
"A atividade física não precisa ser
arduamente longa para ser benéfica", diz o
pesquisador Howard D. Sesso, Sc.D., do departamento de
epidemiologia da escola de Saúde Pública de
Harvard, onde o estudo foi conduzido. "Sessões
curtas, de 15 minutos de duração, são
muito úteis, o que pode motivar os indivíduos
sedentários à atividade física",
complementa.
Um questionário foi enviado a 7307 homens, com média
de idade de 66 anos, em 1988 e 1993. Os participantes
informaram seus hábitos de saúde e históricos
medicinais, estimando a freqüência e duração
das sessões de atividade física a cada semana.
Foram classificados, então, de acordo com a duração
média máxima de cada episódio, sendo
estatisticamente controlados com relação a
outros fatores que afetariam o risco de doenças cardíacas,
tais como fumo, hipertensão, diabetes, morte precoce
dos pais e consumo de álcool.
Os resultados indicaram que quando a energia total gasta era
semelhante, sessões maiores de exercícios
apresentavam efeitos similares sobre o risco de doenças
cardíacas, quando comparadas às sessões
de menor duração. Portanto, homens que se
engajavam em esportes ou atividades recreacionais apresentavam
riscos de doenças cardíacas similares àqueles
de pessoas que apenas caminhavam e subiam escadas, desde que o
gasto de energia fosse comparável.
No segundo estudo, os pesquisadores enviaram questionários
a 12.516 homens de meia-idade (média de idade de 57
anos) em 1977 e, novamente, em 1988 e 1993. Foram perguntados
sobre sua saúde e sobre a quantidade de energia que
gastavam em uma semana típica, repleta de atividades
cotidianas tais como subir escadas, caminhar por quarteirões
e atividades esportivas e recreacionais.
Os resultados foram subdivididos em cinco categorias de
gasto de energia e em três categorias de intensidade de
exercícios. Dados sobre fumo, consumo de álcool,
índice de massa corpórea, hipertensão e
diabetes também foram colhidos.
Os pesquisadores descobriram que aqueles que indicaram
atividade física mais intensa (corrida, natação
tênis e exercícios aeróbicos) apresentavam
menor risco de doenças do coração. "Encontramos
uma redução de 10 a 20% do risco de doenças
cardíacas naqueles que praticavam exercícios
vigorosos e uma redução de 10% do risco de doenças
do coração naqueles que caminhavam 4,8 quilômetros
ou mais em uma semana (exercícios moderados)",
comenta Sesso. Ainda segundo Sesso, uma pessoa não
precisa ser um atleta olímpico para ter benefícios
com os exercícios.
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