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| Risco de câncer de mama está
ligado à terapia de reposição hormonal |
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| Fonte: Journal of the National Cancer Institute,
02/02/2000 |
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A reposição hormonal aumenta o risco de câncer
de mama em mulheres após a menopausa, conforme
resultados de um estudo publicado no Journal of The
National Cancer Institute. O estudo determinou que embora
estrógenos tenham sido, por muito tempo, considerados
como fator hormonal de alto risco, a progestina pode ser um
fator ainda mais importante.
Ronald K. Ross et al. descobriram que para cada
cinco anos de uso do estrógenos, o risco de câncer
de mama aumenta em 6%. Mas para cada cinco anos que uma mulher
tome estrógenos e progestina, ou seja, terapia
combinada (terapia de reposição hormonal padrão
atual para aliviar os sintomas da menopausa), o risco de câncer
de mama aumenta em 24%. O estudo envolveu 1897 mulheres na pós-menopausa
diagnosticadas com a doença. O grupo controle era
formado por 1.637 mulheres sem o câncer. Todas deram
informações sobre seus históricos de
terapia hormonal de longo prazo e sobre o uso de
anticoncepcionais por via oral. Descobriu-se que aquelas que
fizeram uso da terapia combinada por 10 anos ou mais tinham
50% mais chances de risco de câncer de mama.
Os estrógenos têm sido prescritos para prevenir
a osteoporose, além de diminuir marcadamente o risco de
doenças cardiovasculares. Mas seu uso aumenta
substancialmente o risco de uma mulher apresentar câncer
endometrial (também conhecido como uterino), o câncer
ginecológico mais comum. Em resposta, cientistas médicos
da década de 70 introduziram a terapia combinada de
estrógenos e progestina para reduzir o perigo. Existem
duas formas de aplicação da terapia combinada: a
contínua (toma-se diariamente estrógenos e
progestina) e a terapia seqüencial estrógeno e
estrógeno mais progestina (parte do mês é
consumido apenas estrógeno e no restante, as duas substâncias).
A terapia seqüencial traz maiores riscos para a doença.
A terapia contínua parece ser melhor, pois doses
menores de progestina são utilizadas. Os efeitos biológicos
da substância ainda não são completamente
conhecidos. A versão natural da progestina - o hormônio
progesterona - prepara o útero para acomodar o óvulo
fecundado. Os níveis desta substância no corpo
flutuam, atingindo um máximo uma semana antes da
menstruação, quando as células da mama se
reproduzem em maior intensidade. Qualquer substância que
aumente a divisão celular em um órgão,
também aumenta a chance das células se tornarem
cancerosas. Portanto, menores níveis de progestina
levam a menor risco de câncer de mama. Os autores concluíram
que os benefícios do estrógeno suplantam seus
riscos. Para cada caso de câncer de mama em mulheres com
longo uso dos mesmos, mais de 6 mortes por doenças do
coração são evitadas.
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