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| Religião pode levar à
longevidade |
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| Fonte: Health Psychology, 04/06/2000 |
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Cerca de 96% dos americanos acreditam em Deus
ou em algum espírito universal, de acordo com um estudo
do grupo Gallup, de 1995. A ida regular à igreja, à
sinagoga, à mesquita ou ao monastério budista
está relacionada a um maior período de vida, de
acordo com uma revisão de 42 estudos que examinaram
125.826 pessoas, reportada na edição corrente de
Health Psychology.
Conforme afirma Michael E. McCullough, Ph.D.,
do National Institute of Healthcare Research, "a sobrevivência
de pessoas que faziam mais pontos em avaliações
de envolvimento religioso, público ou privado, era 29%
maior do que a daquelas pessoas que faziam menos pontos nestas
avaliações".
O envolvimento religioso público é
definido por quão freqüentemente a pessoa vai à
igreja ou ao templo, se a pessoa é membro de uma
organização religiosa (um kibbutz) ou por
quantas horas de lazer a pessoa passa fazendo atividades
relacionadas ao templo ou à igreja. O envolvimento
religioso privado inclui medidas da religiosidade, freqüência
de orações e o uso da religião como
recurso de colaboração.
Resultados de acompanhamento indicaram que o
envolvimento em atividades religiosas públicas era
particularmente importante na predição da
mortalidade. Estar envolvido com uma religião parece
explicar uma pequena parcela da razão pela qual algumas
pessoas vivem mais que outras, afirmam os autores, mas outras
razões para longevidade incluem a raça, idade,
educação, apoio social e saúde física.
Conforme afirma McCullough, os resultados
parecem indicar que as pessoas com alto nível de
envolvimento religioso também eram menos obesas. Em
parte, os efeitos do envolvimento religioso nas variáveis
da saúde física, como a obesidade, parecem
explicar a razão pela qual este envolvimento prediz
risco reduzido de mortalidade.
Os benefícios à saúde em
ser religioso (mais pública do que privadamente) podem
também ser parcialmente devido ao apoio social e às
novas amizades advindas do comparecimento freqüente aos
serviços religiosos.
Os autores sugerem que as pessoas que são
ativamente religiosas tendem a cuidar melhor de si mesmas com
relação a várias áreas de saúde,
o que pode explicar a longevidade.
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