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| Vitaminas C e E podem proteger
contra o declínio mental e algumas demências |
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| Fonte: Neurology, 28/03/2000 |
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Suplementar as dietas com vitaminas antioxidantes C e E pode
impulsionar a habilidade mental em épocas tardias da
vida, podendo proteger contra demência vascular e de
outras formas, conforme estudo publicado na edição
de hoje da Neurology. Acredita-se que tais antioxidantes
possam proteger contra demência vascular limitando a
quantidade de danos cerebrais que persistem após um
derrame. Os suplementos podem também ter papel
importante na proteção contra danos em células
cerebrais e em membranas envolvidas em várias doenças
relacionadas ao envelhecimento, acarretando pontuações
significativamente mais altas em testes de desempenho em épocas
tardias da vida, conforme afirma Kamal Masaki, M.D., autor do
estudo.
Foram avaliados 3385 homens nipo-americanos, entre 71 e 93
anos, participantes do Honolulu Heart Program, uma avaliação
de doenças cardíacas e derrames, iniciada em
1965. Os participantes foram entrevistados ou examinados em
1982 e 1988, sendo avaliados para demência e habilidades
mentais durante exames em 1991 a 1993. Entre eles, 47 foram
diagnosticados com Mal de Alzheimer, 35 com demência
vascular, 50 com outros tipos ou uma combinação
de demências, 254 obtiveram poucos pontos em testes
cognitivos sem demência diagnosticada e 2999 não
apresentaram qualquer dificuldade cognitiva.
Os participantes que ingeriam suplementos com ambas as
vitaminas C e E regularmente, ao menos uma vez por semana, em
1988, tinham menores chances (-88%) de apresentar demência
vascular ou demência relacionada ao Mal de Alzheimer, ou
combinações da doença. Aqueles sem demência
foram avaliados com relação ao desempenho mental
e função. Os que tomavam as vitaminas em 1988
tinham maior probabilidade (cerca de +20%) de possuir melhor
função cognitiva durante os exames de 1991 e
1993. Aqueles que tomavam os suplementos em 1982 e também
em 1988 tinham maiores chances (+75%) de apresentar melhor
desempenho mental, indicando que o uso dos antioxidantes a
longo prazo pode melhorar a função cognitiva
quando em idade avançada.
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