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| Descoberto método inovador
de terapia genética para doenças do coração |
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| Fonte: Nature Biotechnology, 08/11/2000 |
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Pacientes com doenças do coração
poderão, em algum dia, receber uma dose de terapia genética
que protegerá artérias coronárias
danificadas e, possivelmente, tratar a doença. Os genes
serão levados às paredes das artérias por
"stent", minúsculos dispositivos de metal que
são implantados em artérias adoentadas para mantê-las
abertas, melhorando o fluxo sangüíneo.
Em culturas celulares e em porcos, um grupo
liderado por pesquisadores do The Children's Hospital,
da Filadélfia, demonstrou que os genes em DNA
adicionados aos stents haviam sido transferidos para as células
da parede da artéria. O estudo foi publicado na edição
de novembro da revista Nature Biotechnology.
"Esse é o primeiro exemplo de
transferência de genes usando "stent" em um
modelo animal", diz Robert J. Levy, M.D., diretor do
Laboratório de Pesquisa em Cardiologia Pediátrica
do hospital.
Os "stents" são minúsculos
dispositivos de metal comumente utilizados em procedimentos de
angioplastia para artérias coronárias
parcialmente bloqueadas. Depois da inserção de
um pequeno balão, através de um catéter,
e de seu enchimento de modo a alargar uma artéria
estreita (procedimento da angioplastia), uma estrutura de fios
expansíveis é deixada na artéria,
mantendo-a aberta. Contudo, em cerca de 30% dos pacientes, as
armações danificam a artéria, fazendo com
que as células voltem a crescer em poucos meses,
formando novas obstruções.
A técnica de entrega de genes libera
uma combinação de genes capaz de controlar o
dano aos vasos sangüíneos, inibindo o crescimento
celular nas paredes das artérias. "Mais estudos
serão necessários para identificar os genes que
apresentam os efeitos mais benéficos, mas este estudo
com animais indica que a técnica é viável",
diz Levy.
A entrega é o problema crucial em
qualquer abordagem de terapia genética. Diferentemente
de outras abordagens que utilizam vírus como veículo,
o grupo utiliza o DNA imerso em um filme biodegradável,
o qual recobre os fios metálicos. A técnica
permite a liberação controlada do DNA nas células
da parede da artéria, com espalhamento mínimo do
mesmo pela artéria.
Essa nova técnica poderá ser
utilizada no futuro na terapia genética localizada, com
menos efeitos colaterais análogos àqueles da
terapia genética sistêmica. A descoberta dos
genes mais apropriados deve se dar antes dos testes clínicos
em humanos.
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