|
| Dieta do Mediterrâneo dá
mais anos de vida após um ataque cardíaco |
|
|
|
| Fonte: Sessões Científicas da Associação
Americana do Coração, 12/11/2000 |
|
|
|
Para aqueles que já sofreram um
ataque do coração, uma dieta ao estilo "Mediterrâneo"
- rica em óleo de oliva, frutas, vegetais e peixes -
pode ser uma das melhores prescrições para uma
vida mais longa, conforme indicam alguns pesquisadores nas
Sessões Científicas 2000, da Associação
Americana do Coração.
"Apesar do fato de bons hábitos
de dieta serem um marco para a saúde do coração,
os dados que indiquem a quantidade dos benefícios para
pessoas que sofreram ataque cardíaco são
escassos", diz Roberto Marchioli, M.D., coordenador do
estudo GISSI-Prevenzione do departamento de farmacologia clínica
e epidemiologia de Consorzio Mario Negri Sud, em Santa Maria
Imbaro, Itália.
"O risco de morte significativamente
reduzido foi associado à ingestão de alimentos
ao estilo mediterrâneo e menor quantidade de alimentos
que contêm gorduras saturadas, tais como manteiga",
diz Marchioli. "Aqueles participantes do estudo que
consumiam manteiga e óleos vegetais em sua dieta tinham
o triplo de risco de morte, comparados àqueles que
consumiam mais frutas e vegetais, além de utilizar óleo
de oliva", complementa.
Embora contenha teor de gordura
relativamente alto, a dieta mediterrânea é
considerada saudável por ser rica em nutrientes
potencialmente protetores: antioxidantes, como a vitamina E,
de frutas e vegetais, ácidos graxos mono-insaturados do
óleo de oliva e ácidos graxos poli-insaturados
do peixe.
Em geral, um menor número de
habitantes de países mediterrâneos, incluindo a
Espanha, a Grécia e a Itália, morrem de doenças
do coração, comparados a seus vizinhos do norte.
O estudo GISSI-Prevenzione, teste clínico
em larga escala organizado pela Associação
Nacional Italiana do Hospital Cardiologists e pelo Instituto Mário
Negri, avaliou as mudanças dos hábitos da dieta
a longo prazo de 11324 italianos após seus ataques do
coração. O estudo também avaliou a
efetividade das quantidades extras prescritas de substâncias
usualmente presentes na dieta - especificamente, n-3 PUFA e
vitamina E.
"Os ácidos graxos
poli-insaturados n-3 incluem um tipo em particular de gordura
tipicamente encontrada em salmões, atum e arenque. Em
outros alimento, sua quantidade é mínima.
O estudo indica que a ingestão de 1
grama de n-3 PUFA diariamente, além de seguir as
recomendações médicas e estilo de vida
recomendado, pode reduzir o risco de morte após ataque
cardíaco em 20%", diz Marchioli. Os participantes
tiveram ataques cardíacos três meses antes do início
do estudo, fazendo exames rotineiros por três anos e
meio. A ingestão de certos alimentos foi avaliada em um
questionário fornecido logo após o ataque cardíaco
e, novamente, 6, 12, 18 e 24 meses depois.
Os participantes do estudo foram divididos
em cinco categorias, de acordo com a quantidade de vegetais
frescos e cozidos, frutas, peixe, óleo de oliva e
manteiga presente na dieta. O número de falecimentos em
cada categoria foi considerado durante o estudo.
Comparados àqueles com hábitos
"ideais" de dieta, aqueles que consumiam mais
manteiga tinham risco 2,6 vezes maior de morrer em 42 meses após
o ataque cardíaco.
Os benefícios da dieta se estenderam às
pessoas obesas, assim consideradas de acordo com seu índice
de massa corpórea. "Embora o índice de
massa corpórea de pessoas obesas não tenha
variado significativamente durante o acompanhamento, seus hábitos
alimentares melhoraram após os ataques. A ingestão
de alimentos saudáveis foi relativamente elevada no início,
melhorando durante o acompanhamento", diz Marchioli.
Os pesquisadores descobriram que a melhoria
dos hábitos do estilo de vida - eliminar o estresse,
praticar exercícios físicos, parar de fumar e
seguir uma dieta saudável - além da obediência
ao tratamento são a chave para a prevenção
da recorrência da doença cardiovascular.
[voltar]
[topo]
Atenção:
As informações contidas neste site têm caráter
informativo e não devem ser utilizadas para realizar
auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação.
Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.
Proibida a reprodução, distribuição
ou publicação, parcial ou total, do conteúdo deste
site estando o infrator sujeito às sanções legais
cabíveis.
|