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| Ataxia: O tratamento com vitaminas
traz melhorias dramáticas |
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| Fonte: Neurology, 10/04/2001 |
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Pesquisadores descobriram um novo
tratamento para uma forma rara de ataxia hereditária,
trazendo melhorias importantes, conforme estudo publicado na
edição de 10 de abril do periódico Neurology,
jornal científico da Academia Americana de Neurologia.
"Um menino de 8 anos de idade,
confinado a uma cadeira de rodas, foi capaz de andar após
o tratamento e uma mulher de 20 anos foi capaz de trabalhar
fora pela primeira vez", diz o autor e neurologista
Salvatore DiMauro, M.D., da Universidade de Columbia.
A ataxia hereditária é um distúrbio
neurológico genético que afeta a coordenação.
Os pacientes apresentam dificuldades com o equilíbrio e
a coordenação dos braços, pernas e fala.
Alguns pacientes desenvolvem convulsões. A doença
freqüentemente causa deterioração do
cerebelo, região cerebral que controla a coordenação.
Os pesquisadores descobriram que alguns
pacientes com ataxia hereditária apresentam nível
reduzido da coenzima Q10, ou CoQ10, em seus músculos. A
CoQ10, também chamada ubiquinona, é uma substância
similar à vitamina que atua na produção
de energia no interior das células. Está
naturalmente presente em pequenas quantidades em vários
alimentos.
Para o estudo, foram identificadas pessoas
com ataxia hereditária sem qualquer causa genética
conhecida. Níveis de CoQ10 eram reduzidos entre os seis
pacientes identificados - cerca de 70% abaixo do normal. Os
pacientes receberam suplementos diários de CoQ10, entre
300 e 3000mg.
"Todos os pacientes melhoraram com a
CoQ10", diz DiMauro. "Fortaleceram-se e a ataxia
melhorou, com redução ou até parada das
convulsões", complementa.
Após um ano tomando a CoQ10, os
resultados dos pacientes nos testes de equilíbrio, fala
e movimento melhoraram em cerca de 25%. Antes de receber
CoQ10, cinco dos pacientes não podiam andar e, após
o tratamento, podiam andar com algum tipo de ajuda.
Existem muitas formas de ataxia hereditária,
também conhecida como ataxia espinocerebelar, ou SCA
(em inglês). Esses pacientes não tinham a forma
dominante autossômica de SCA (SCA1 a SCA5) ou ataxia de
Friedreich.
"Nossas descobertas sugerem que a
deficiência da CoQ10 é uma causa potencial
importante para algumas formas de ataxia familiar e deve ser
considerada no momento do diagnóstico da doença",
diz DiMauro. "Quando baixos níveis forem
encontrados, o tratamento para suprimir essa falta de CoQ10
deve começar o mais cedo possível".
O neurologista é o médico
especializado no diagnóstico e tratamento de doenças
no cérebro e sistema nervoso.
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