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| Pesquisa melhora o tratamento de câncer
de bexigas |
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| Fonte: Journal of the National Cancer Institute,
18/04/2001 |
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Pesquisadores encontraram uma forma
relativamente simples para melhorar dramaticamente a
capacidade de eliminação do câncer
de um medicamento freqüentemente utilizado para tratar o
câncer superficial de bexiga. As mudanças
praticamente dobraram o número de pessoas livres de câncer
após cinco anos, em comparação à
terapia padrão, aumentando o tempo anterior à
recorrência do tumor.
A descoberta é resultado de um estudo
internacional de cinco anos publicado na edição
de 18 de abril do periódico Journal of the National
Cancer Institute.
O estudo buscou formas de melhorar o uso da
mitomicina C (MMC) após remoção cirúrgica
do tumor. Tanto na terapia padrão como na experimental,
a MMC é colocada na bexiga, onde é mantida pelo
paciente por cerca de duas horas. A nova terapia, contudo,
tomou medidas especiais para manter uma concentração
elevada do medicamento na bexiga. "Nós comparamos
a forma usual de administração do medicamento a
uma nova abordagem", diz Jessie L-S Au, professor da
Universidade de Ohio.
Os pacientes que receberam o tratamento
experimental sofreram recorrência do tumor após o
dobro de tempo de recorrência dos pacientes que
receberam o tratamento padrão. Também houve uma
diferença estatisticamente significativa no número
de pacientes que não apresentaram recorrência após
cinco anos.
O estudo envolveu 230 pacientes com câncer
superficial da bexiga confirmado sob alto risco de recaída.
Destes, 111 receberam o tratamento padrão e 119, a
terapia experimental. Na terapia padrão, a urina era
drenada da bexiga através de um catéter. Então,
uma dose de 20 miligramas de MMC era administrada na bexiga,
onde permanecia por duas horas. Nenhum passo especial foi dado
para reduzir o volume remanescente ou a acidez da urina.
A terapia experimental utilizou 40
miligramas de MMC e vários passos foram tomados para
manter uma elevada concentração do medicamento
na bexiga através da redução do volume da
urina. Por exemplo, os pacientes foram instruídos a se
absterem de água antes e durante o tratamento,
reduzindo a produção de urina. A maior
quantidade possível de urina foi drenada da bexiga
antes do tratamento. Finalmente, os pacientes receberam doses
de bicarbonato de sódio par reduzir a acidez da urina,
fator conhecido por inativar a MMC.
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