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| Estimulação
cerebral elétrica reduz sintomas de doença de
Parkinson |
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| Fonte: Neurology, 27/11/2001 |
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Estimulação cerebral elétrica pode
reduzir os problemas que pacientes com a doença de
Parkinson desenvolvem após uso de longo prazo do
medicamento levodopa, o principal tratamento para a doença,
de acordo com um estudo publicado na edição de
27 de novembro de Neurology. Após anos de uso,
a levodopa se torna menos efetiva, causando oscilação
nos sintomas motores, como tremores e perda de equilíbrio,
um fenômeno conhecido como liga/desliga.
A estimulação cerebral elétrica ampliou
a função motora liga quando a medicação
trabalhava a 29 % e melhorou em 38% a função desliga
durante o estudo. O processo, também chamado de
estimulação cerebral profunda, utiliza um
implante cirúrgico semelhante a um marcapasso cardíaco
para bloquear a sinalização cerebral responsável
pelos tremores e outros sinais da doença.
O estudo examinou 12 pessoas que possuíam implantes
de eletrodos estimuladores, colocados de um a três anos
antes. Os participantes foram monitorados de hora em hora por
dois dias, enquanto tomavam seus medicamentos normais. A
estimulação foi ligada durante um dia e
desligada no outro.
Seis dos pacientes receberam estimulação no núcleo
interno do globo pálido cerebral; seis foram
estimulados no núcleo subtalâmico. Os pacientes
foram capazes de realizar um teste de caminhada 13% mais rápido
com a estimulação ligada. E houve melhora de 23
% em um teste para medição da bradicinesia,
lentidão no início dos movimentos que afeta os
pacientes com Parkinson .
O estudo foi também projetado para ajudar
pesquisadores a determinar o quanto a estimulação
cerebral pode alterar a reação corporal ao
medicamento levodopa. Para tanto, pacientes foram estudados
por mais dois dias, durante os quais receberam suas doses de
levodopa por via intravenosa ao invés de via oral, uma
vez com a estimulação ligada e uma vez com ela
desligada.
"A hipótese é que as melhorias ocorram
pois a reação corporal à levodopa é
prolongada pela estimulação," afirmou o
autor do estudo e neurologista John Nutt, da Universidade
Oregon. "Mas não encontramos evidências
disso. Ao invés, descobrimos que a melhoria é
determinada mais pela diminuição na quantidade
de distúrbios sofridos pelo paciente durante o estado desligado,
quando o medicamento não está trabalhando."
Nutt afirmou que essa descoberta pode prover aos
pesquisadores uma nova estratégia para o
desenvolvimento de terapias para redução das
oscilações motoras em pacientes em fase avançada
da doença. "A maior parte das terapias têm
enfocado a extensão da reação da dose de
levodopa. Essas descobertas sugerem que deveríamos
enfocar a melhoria nos níveis de distúrbios
durante o estado desligado".
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