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| Energia de freqüência
de rádio mata tumores sem necessidade de cirurgia
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| Fonte: Sociedade de Radiologia da América do
Norte, 29/11/2001 |
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Radiologistas intervencionistas têm utilizado o mesmo
tipo de energia usada por sistemas de rádio para
aquecer e matar tumores, um procedimento que vem provando ser
um tratamento promissor para câncer de rim. Guiadas por
imagens obtidas por ressonância magnética, as
ferramentas que liberam ondas de freqüência magnética
essencialmente fervem os tumores até a morte.
Médicos e cientistas do Instituto de Pesquisa das
Universidade de Cleveland e Case Western Reserve reportaram os
resultados desse procedimento no encontro anual da Sociedade
de Radiologia da América do Norte (RSNA) em Chicago.
O procedimento padrão em casos de câncer renal é
a remoção cirúrgica do rim afetado
(nefrectomia) ou apenas da porção cancerosa
desse rim (nefrectomia parcial). Para pacientes que não
são candidatos à cirurgia, o tratamento com
energia de freqüência de rádio pode ser uma
opção menos invasiva. Mas ainda que hoje o
tratamento de ablação por freqüência
de rádio (em inglês, RFA), como é chamado,
seja oferecido a maioria das vezes para esse tipo de paciente,
os pesquisadores afirmam que em breve esse procedimento deverá
se tornar a primeira opção para o tratamento de
câncer no rim.
Para um dos pesquisadores, o professor de radiologia,
oncologia e cirurgia neurológica Jonathan S. Lewin, "o
procedimento tem sido utilizado para tratar cânceres de
próstata, mama, cérebro, fígado e outros
tipos de cânceres, não existindo razões
para não ser utilizado em quase todas as regiões
do corpo."
Na RFA, a energia da freqüência de rádio é
introduzida no tumor por uma pequena agulha com um eletrodo na
ponta. A agulha perfura a pele e é inserida diretamente
no tumor sob orientação de imagens geradas por
ressonância magnética. Após 10 a 30
minutos de contato contínuo com o tecido do tumor, a
energia "cozinha" uma esfera de cerca de 2,54 a 7,62
centímetros de diâmetro, matando as células
do tumor. Uma grande área do tumor pode ser tratada ao
serem "cozinhadas" esferas sobrepostas. As células
mortas não são removidas, mas cicatrizam e
eventualmente diminuem.
Tipicamente, o procedimento é realizado com o
paciente levemente sedado, podendo ser liberado para ir para
casa horas depois, com o mínimo de dor. Os
pesquisadores afirmam que o procedimento é, de maneira
geral, mais barato, mais seguro e mais fácil para os
pacientes do que a cirurgia.
Na fase II do teste clínico, o tumor foi
completamente extirpado em 10 dos 11 pacientes (91%) tratados
com a RFA, sem recorrência em 9 de 11 pacientes (82%). A
média do período de acompanhamento posterior foi
de 14 meses. Um paciente morreu por causas não-relacionadas,
com nenhuma evidência de câncer, e outro teve
suspeita de recorrência local recente e passará
pelo tratamento novamente.
Todos os 11 pacientes tinham tumores com 4 centímetros
ou menos e recusaram cirurgia ou não eram candidatos ao
procedimento cirúrgico. O tratamento não tem
efeito cumulativo, como a terapia por radiação,
podendo ser administrado repetidamente se ocorrer retorno do câncer
para outras regiões.
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