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| Células que combatem doenças
perdem seu vigor com o envelhecimento do corpo |
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| Fonte: Journal of Immunology, 15/05/02 |
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Uma nova pesquisa sobre as células que produzem
anticorpos que combatem doenças ajuda a explicar porque
as pessoas sucumbem mais facilmente a doenças
infecciosas assim que elas envelhecem. Pesquisadores no
National Jewish Medical e no Centro de Pesquisas da
Universidade do Colorado Health Sciences Center (UCHSC)
relatam na edição de 15 de maio do periódico
Journal of Immunology que conforme os ratos
envelhecem, eles devem contar cada vez mais com as células
B que se desenvolveram durante infecções
anteriores com outros patógenos.
"Na maioria dos casos, as células B 'experientes
em antígeno' não combatem os novos organismos
que causam a doença tão eficientemente quanto as
células B simples, que estão respondendo a uma
infecção pela primeira vez", disse John
Cambier, co-autor do trabalho.
"Assim como ocorre em muitas partes do envelhecimento
do corpo e da mente, o sistema imune responde menos a novos
desafios", disse Cambier.
O trabalho atual se iniciou com um paradoxo básico.
Os ratos mais velhos e os humanos produzem cada vez menos células
novas, contudo, os níveis de célula-B permanecem
altos em indivíduos e ratos idosos. Cambier e seus
colegas achavam que os ratos mais velhos manteriam os níveis
de célula-B altos armazenando as células B
experientes em antígeno. A exposição aos
patógenos estranhos os ajuda a viverem mais do que as células
B simples, que normalmente morrem após cinco a seis
semanas, caso elas não enfrentem um patógeno.
Cambier e seus colegas examinaram de perto as células
B em ratos com menos de 3 meses de idade e ratos com idade
superior a 22 meses, sendo aproximadamente equivalente ao
estudo das células de um adolescente e de um indivíduo
com 75 anos. Eles utilizaram um número de características
das células, incluindo os receptores da superfície
da célula e a expressão do anticorpo, para
distinguir as células B experientes em antígeno
das células B simples.
Um tipo de célula B simples, chamada de célula
folicular, foi reduzida de uma média de 70% da população
de célula-B nos ratos jovens para 32% nos ratos mais
velhos. Em outra análise, os resultados indicaram que
somente 5% das células B nos ratos jovens eram
experientes em antígeno, porém eles contaram 76%
das células B nos ratos mais velhos.
"Esses números são aproximados",
disse a co-autora Sarah Johson. "As populações
de célula B dos ratos variavam, com algumas delas
retendo grandes números de células B simples e
outras carregando quase nenhuma. Os ratos com muitas células
B simples seriam provavelmente melhores no combate às
infecções".
No acompanhamento dessas descobertas, Cambier e seus colegas
transplantaram células-tronco hematopoiéticas de
ratos jovens para ratos velhos. Os resultados inicias sugerem
que o transplante restabelece a população de célula
B em um perfil mais jovem, mais simples e adaptável.
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