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| Estudo confirma relação
entre exercício e mudanças no cérebro |
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| Fonte: Journal of Gerontology, 01/02/2003 |
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Três áreas no cérebro afetadas pelo
envelhecimento são os maiores benefíciados
quando as pessoas permaneceram em boa forma física.
A prova, dizem os cientistas, é visível nas
imagens cerebrais de 55 voluntários com idade acima de
55 anos. A idéia que a boa forma física melhore
a cognição ao envelhecer não é
nova.
Estudos com animais têm mostrado que exercícios
aeróbicos impulsionam componentes moleculares e
celulares do cérebro, e que os exercícios
melhoraram a habilidade de solucionar problemas e outras
habilidades cognitivas em pessoas mais velhas.
Um novo estudo da edição de fevereiro do
Journal of Gerontology é o primeiro a mostrar, através
do uso da ressonância magnética, diferenças
anatômicas nas substâncias branca e cinza entre
pessoas que estão fisicamente em forma e aquelas que não
estão em forma.
A substância cinza consiste em camadas finas de
tecidos de corpos celulares como os neurônios e auxiliam
as células que estão envolvidas com a
aprendizagem e a memória. A substância branca é
a bainha de mielina que contém a fibra nervosa que
transmite sinais através do cérebro.
À medida que as pessoas envelhecem, especialmente após
os 30 anos, esses tecidos encolhem e afetam a performance
cognitiva, disse Kramer.
Os autores, conduzidos por Arthur F. Kramer da University
of Illinois em Urbana-Champaign, disseram que as descobertas
fornecem a primeira confirmação empírica
da relação entre bom estado cardiovascular e
degeneração neural como prognosticado em vários
estudos acadêmicos sobre envelhecimento e cognição,
tanto em humanos quanto em animais.
"Nós encontramos diferenças em três
áreas do cérebro, a frontal, a temporal e o córtex
parietal," disse Kramer. Existem diferenças muito
distintas particularmente em dois tipos de tecidos, da substância
cinza e da substância branca."
Um segundo estudo liderado por Kramer, que será
publicado em março no Psychological Science, sugere que
mulheres mais velhas, especialmente aquelas que fazem terapia
de reposição hormonal, se beneficiam mais em
termos cognitivo do que os homens, com aumento de atividade física.
"Nós descobrimos que a boa forma em si não
apresentou nenhuma influência na densidade cerebral,"
disse Kramer professor de psicologia e membro do Beckman
Institute for Advanced Science and Technology em Illinois.
"É a interação entre a boa forma
e o envelhecimento é que tráz efeitos positivos.
Adultos mais velhos mostraram um declínio na densidade
cerebral nas áreas branca e cinza, mas na realidade a
boa forma física retarda o declínio."
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