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| Maior fluxo sangüíneo
conduz a vasos mais saudáveis |
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| Fonte: Circulation Research, 24/01/2003
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Cientistas descobriram uma nova maneira com a qual o exercíco
pode proteger contra doenças do coração.
O maior fluxo sangüíneo pode mimetizar as ações
anti-inflamatórias de certas drogas esteróides
glicocorticóides, de acordo com pesquisador do
Instituto de Medicina e Engenharia da University of
Pennsylvania. Os pesquisadores descobriram que um aumento da
força exercida pelo fluxo sangüíneo sobre
as células endoteliais que revestem os vasos resulta em
um mesmo tipo de eventos anti-inflamatórios normalmente
associados com altas doses de esteróides.
"A inflamação dos vasos sangüíneos
tem sido associada com a aterosclerose, o enrijecimento das
artérias, e aqui podemos ver como a força física
do fluxo sangüíneo pode fazer com que as células
produzam suas próprias respostas anti-inflamatórias,
disse Scott L. Diamond, PhD, diretor do Programa de
Biotecnologia da University of Pennsylvania e professor de química
e engenharia biomolecular da Escola de Engenharia e Ciências
Aplicadas da mesma universidade.
"O exercício produz benefícios
localizados de glicocorticóides - como altas doses de
esteróides potentes, sem os efeitos colaterais sistêmicos
de tais drogas".
"Talvez esta forma natural em que o exercício
ajuda a proteger os vasos, estimulando um programa
anti-inflamatório quando os vasos estão expostos
a fluxo sangüíneo elevado. Não estamos
falando de participar de uma maratona, mas apenas manter o
fluxo sangüíneo elevado nas artérias",
disse Diamond.
Esta é a primeira evidência direta que efeitos
mecânicos do fluxo sangüíneo têm
propriedades anti-inflamatórias. De acordo com as
descobertas, a força pode ativar receptores de
glicocorticóides (GR) para entrarem no núcleo
das células, um evento normalmente desencadeado por
esteróides de glicocortióides. Uma vez dentro do
núcleo, o GR ativado se liga ao DNA para ativar e
desativar genes.
Diamnod e seus colegas estudaram os efeitos na força
sobre receptores de glicocorticóide em células
endoteliais cultivadas em laboratório, recriando o
ambiente de fluxo de grandes artérias.
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