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| Fazer exercício físico
pode manter as células mamárias funcionando
bem |
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| Fonte: Cancer, 06/10/03 |
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Acrescente à lista outra razão para se
exercitar, mesmo que só por algumas horas por semana:
pode reduzir o risco de desenvolvimento de doença na
mama, de acordo com os pesquisadores do Keck School of
Medicine da University of Southern California and American
Cancer Society.
Mulheres que se exercitavam tiveram um risco 35% mais baixo
de desenvolver o carcinoma de mama in situ do que as mulheres
inativas, segundo um estudo cujo autor principal é Alpa
Patel, aluno de pós-doutorado da Keck School.
O carcinoma mamário in situ ou BCIS consiste de um número
de células anormais confinadas ou nos ductos mamários
(carcinoma ductal in situ) ou lóbulos (carcinoma
lobular in situ). A maioria dos casos de BCIS são
encontrados através de mamografias. Se não
tradados, alguns BCIS se desenvolvem em câncer de mama
invasivo.
"É difícil saber quais fatores são
importantes em cada estágio da doença, já
que esse conhecimento pode ajudar a criar intervenções
ou meios precoces de detecção. Identificando o
risco ou os fatores protetores para o BCIS, nós teremos
a oportunidade de intervir um pouco mais cedo no processo do câncer,"
diz Leslie Bernstein, professora de medicina preventina da
Keck School.
Bernstein e outros pesquisadores mostraram que a atividade física
regular reduz o risco para o câncer invasivo,
possivelmente ao reduzir os níveis dos hormônios
femininos. Porém, as relações entre a
atividade física e o rico para o BCIS não são
muito bem compreendidos. Para este último estudo, os
epidemiologistas estudaram mais de mil mulheres brancas ou
afro-americanas entre 35 e 64 anos de idade no município
de Los Angeles.
Eles entrevistaram 567 mulheres diagnosticadas com BCIS e as
compararam com 616 mulheres sem BCIS baseados na raça e
grupo de idade. Todas as mulheres se submeteram à
mamografia após 2 anos da identificação.
Os entrevistadores perguntaram às participantes sobre
envolvimento em atividades físicas, tais como
caminhada, corrida, dança e natação.
Os pesquisadores compararam as horas médias e a
energia média gasta semanalmente por cada mulher na prática
de exercícios desde que elas começaram a
menstruar. Quando os pesquisadores ajustaram os fatores de
risco para o câncer de mama conhecidos, eles descobriram
que entre todas as mulheres, o risco de BCIS foi quase 35%
mais baixo naquelas que relataram se exercitar comparadas com
aquelas que eram inativas.
Os epidemilogistas dividiram então as participantes
em 2 grupos: aquelas que tiveram mãe ou irmã
diagnosticadas com câncer de mama e aquelas que não
tiveram. Entre as participantes com nenhum histórico
familiar de câncer de mama, o risco foi reduzido com o
aumento de horas por semana de exercícios. As mulheres
que se exercitavam mais de 4h por semana tiveram um risco 47%
mais baixo para o BCIS do que as mulheres inativas. A
atividade física não reduziu o risco para o BCIS
entre as mulheres com histórico familiar de câncer
mamário.
Os cientistas não estão certos de como a
atividade física pode deter o BCIS. Uma teoria é
que a atividade física diminui os níveis dos
hormônios femininos. Exercício intenso pode
alterar a função menstrual e baixar os níveis
dos hormônios, tais como o estradiol e a progesterona,
principalmente durante a adolescência.
Mesmo entre os atletas recreacionais, o exercício
pode diminuir os níveis de hormônios, estender o
período menstrual ou resultar em ciclos nos quais
nenhum óvulo é liberado e também pode
ajudar as mulheres na pós-menopausa a manterem peso
mais baixo, que pode diminuir os níveis de estrogênio.
"Embora presumamos que a atividade física
trabalhe através de meios hormonais para reduzir o
risco para o BCIS, isso pode não ser um mecanismo
importante para as mulheres que podem ter uma forma hereditária
da doença," comenta Bernstein.
Alguns cientistas também supuseram que a força
que impulsiona o sistema imune ou sua habilidade de aumentar a
sensibilidade à insulina na prática de exercícios
pode ser protetora.
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