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| Alzheimer: Dieta pobre em
carboidratos e calorias diminui sua progressão |
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| Fonte: FASEB, 05/02/2005 |
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Pesquisadores descobriram que uma dieta pobre em
carboidratos que reduz o consumo total de calorias em 30%
preveniu o desenvolvimento da placa amilóide em ratos
projetados geneticamente para desenvolver a doença de
Alzheimer (DA).
O estudo é o primeiro a demonstrar que uma mudança
na dieta pode retardar e possivelmente prevenir a doença
de Alzheimer. "Embora seja muito cedo para fazermos
recomendações específicas para dietas
humanas, estas descobertas fornecem a primeira evidência
sólida que mudanças dietéticas podem
fornecer um novo caminho para o tratamento e prevenção
desta doença devastadora", disse Giulio Maria
Pasinetti, MD, PhD, professor na Mount Sinai School of
Medicine e pesquisador principal do estudo.
Dr. Pasinetti e seus colegas descobriram que os ratos não
desenvolveram as marcadores fisiológicos da doença
quando eles foram alimentados com uma dieta pobre de
carboidratos que forneceu 70% das calorias ingeridas por ratos
similares que foram se alimentaram sem restrições.
Dos ratos alimentados livremente, 100% desenvolveram essas
placas. Nenhum desenvolvimento de placa foi detectado em ratos
alimentados com a dieta pobre em calorias e carboidratos.
O regime dietético foi iniciado quando os ratos
tinham três meses, considerados adultos jovens e antes
da idade em que esses modelos de rato começam a
desenvolver placas no cérebro. A presença de
placas foi avaliada aos 12 meses de idade, quando as placas
estão bem desenvolvidas nesses modelos.
Os pesquisadores descobriram que atividades anti-amiloidogênicas
estavam aumentadas em ratos alimentados com a dieta
restritiva. Em outras palavras, a dieta restrita de calorias
ativou os caminhos que quebram os peptídeos amiloidogênicos
beta-amiloides no cérebro antes deles formarem as
placas características da DA.
"Apesar da dieta reduzir as calorias em 30% (baseadas
em carboidrato), os ratos se desenvolveram normalmente,"
disse Dr. Pasinetti. "Embora eles não ganhem peso
como os ratos no grupo de controle, eles também não
perdem e permanecem na fronteira do peso considerado saudável.
Entretanto, esta pequena mudança na dieta resultou numa
medida notável de prevenção da doença.
Há evidência epidemiológica que humanos
que consomem dietas com poucas calorias têm uma incidência
menor da DA. Nossa investigação fornece uma razão
possível para esta observação e
mecanismos possíveis pela qual a redução
calórica pode fornecer proteção para a
doença de Alzheimer." .
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