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| Artrite Reumatóide ligada a
risco excessivo de insuficiência cardíaca
congestiva |
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| Fonte: Arthritis & Rheumatism,
03/02/2005 |
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Uma doença crônica séria, a artrite
reumatóide (AR) é caracterizada por inflamação
e dano das juntas, envolvimento dos principais órgãos
e mortalidade aumentada. Entre os pacientes, aproximadamente
uma em três mortes resulta de doença
cardiovascular (condições afetando o coração
ou vasos sangüíneos). Insuficiência cardíaca
congestiva (CHF, em inglês) é a principal
contribuinte para mortes relacionadas a doenças
cardiovasculares- mas não apenas entre pacientes com
AR. Essa condição enfraquece progressivamente o
poder de bombeamento do coração, conduz a retenção
de fluído que causa inchaço das pernas e abdômen,
assim como congestão nos pulmões. A principal
causa de hospitalização entre cidadãos
mais velhos, CHF afeta até 5% dos americanos com idade
acima de 65 anos. Suas vítimas têm um risco entre
4 a 18 vezes maior de morrer por um evento cardiovascular .
Na população geral, estudos associaram CHF
com citocinas, moléculas que o corpo produz para
regular a inflamação. Citocinas também são
importantes em doenças autoimunes, incluindo AR. Em
vista dessa ligação, pesquisadores da Mayo
Clinic começaram a investigar se pacientes com AR são
mais vulneráveis a essa forma de doença do coração.
Suas descobertas indicam a AR como um fator de risco
significativo para CHF- independente de fatores de riscos
estabelecidos para ataque do coração ou um histórico
de aterosclerose. De fato, baseados em seu estudo com mais de
1.100 indivíduos com mais de 46 anos, os pesquisadores
concluíram que a possibilidade de desenvolver CHF é
o dobro entre pacientes com AR.
Os participantes do estudo eram todos residentes do Olmsted
County, em Rochester, Minnesota.
Os pesquisadores identificaram 575 pacientes com AR,
diagnosticados entre 1 de janeiro de 1955 a 1 de janeiro de
1995. Esses pacientes foram classificados como fator reumatóide
(RF) positivo ou negativo. Do mesmo banco de dados de
pacientes, os pesquisadores também selecionaram
fortuitamente 583 indivíduos sem AR. Para cada paciente
com AR, foi associado um outro sem AR por idade, gênero
e histórico médico. A maioria dos indivíduos
eram brancos e mulheres. A idade média na linha de
base, a idade do diagnóstico de AR, foi 57.
Trabalhando com uma equipe de cardiologistas,
reumatologistas e enfermeiras, os pesquisadores revisaram os
registros médicos de todos os participantes do estudo,
com atenção a histórico pessoal e
familiar de hipertensão, colesterol alto, diabetes e
doença do coração aterosclerótica,
incluindo ataques do coração e angina. Eles também
examinaram dados coletados sobre o fumo, índice de
massa corporal e outros fatores de risco estabelecidos para
doença do coração. Os pesquisadores
tiveram acesso a uma média de 26 anos de histórico
médico completo antes da linha de base, mais uma média
de 15 anos de acompanhamento.
Durante o período de acompanhamento, um total de 165
pacientes com AR e 115 sem AR tiveram um diagnóstico
confirmado de CHF. Depois de ajustar para fatores de risco
relacionados a doença cardiovascular ou qualquer ocorrência
de doença do coração aterosclerótica,
passada ou presente, os pesquisadores descobriram que
pacientes com AR tiveram o dobro de risco de CHF comparados
com os indivíduos de controle. Essa descoberta
permaneceu consistente para todas as idades, em ambos os sexos
e de forma consistente ao longo da duração da
doença de AR. Entre pacientes com AR, o risco foi maior
naqueles que eram RF positivos.
Como o pesquisador Paulo Nicola, M.D. observa, o estudo não
apenas fornece evidência da AR como um fator de risco
independente significativo para insuficiência do coração,
mas também fornece suporte ao papel da inflamação
sistêmica no desenvolvimento e prognóstico do
CHF.
"Clínicos que cuidam de pacientes com AR devem
estar atentos ao risco aumentado de CHF nesses pacientes. O
risco aumentado pode estar presente em estágios
iniciais da doença e pode ocorrer na ausência de
fatores de riscos cardiovasculares evidentes ou de doença
do coração. Pesquisa adicional deve levar em
consideração as características que
predizem a incidência de CHF, severidade, e sobrevivência
nesses pacientes, bem como determinar o papel da terapia da
AR."
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