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| Depressão causada por
tratamento de hepatite C pode afetar resultados |
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| Fonte: Brain, Behavior and Immunity,
14/01/2005 |
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Um artigo publicado na edição de janeiro do
Brain, Behavior and Immunity sugere que desenvolver depressão
enquanto toma alfa-interferon mais ribavirina pode impactar o
quão bem os medicamentos funcionam. Em um estudo
conduzido pelo Department of Psychiatry and Behavioral
Sciences da Emory University School of Medicine, Charles L.
Raison, MD, Andrew Miller, MD, e colegas, observaram que
pacientes que desenvolveram sintomas depressivos durante o
tratamento com alfa-interferon mais ribavirina tiveram
significativamente menores chances de terem o vírus da
hepatite C removidos do seu sangue após seis meses de
tratamento.
"A hepatite C afeta de três a cinco milhões
de americanos e é a principal causa para transplante de
fígado," disse Dr. Raison. "Com avanços
no tratamento, 40 a 50% dos pacientes podem ter o vírus
removido. No entanto, o tratamento atual para hepatite C -alfa
interferon mais ribavirina- produz uma alta taxa de efeitos
colaterais psiquiátricos que há muito tempo são
reconhecidos como impedimentos para o sucesso da terapia
antiviral. No passado, nós primeiramente nos preocupávamos
com os efeitos da depressão sobre a qualidade de vida,
ou motivasse os pacientes a pararem de tomar a medicação.
Estes novos dados sugerem que mesmo se os pacientes
continuarem o tratamento, eles têm menores chances de
obterem um bom resultado se desenvolverem depressão.
" O estudo examinou 103 participantes que receberam
alfa interferon pegylated mais ribavirina (PEG IFN/ribavirinm,
em inglês). Todos os participantes foram avaliados
psiquiatricamente antes do início do uso da medicação
e nas semanas 4, 8, 12 e 24 de tratamento com PEG
IFN/ribavirin.
Apenas 34% dos pacientes que tiveram um aumento
significativo de depressão tiveram o vírus da
hepatite C removido do seu sangue em 24 semanas, se comparados
com os 59 a 69% dos pacientes com aumento brando na depressão.
O efeito da depressão na remoção viral
persistiu mesmo depois de ajustar fatores conhecidos por
afetarem o resultado do tratamento, como o genótipo
viral ou redução das medicações.
"Estas descobertas do estudo proporcionam evidência
preliminar que a linha de base no estado de humor deve ser
avaliada ante de começar o tratamento," disse Dr.
Raison. Desvios significantes deste estado podem aumentar a
probabilidade de fracasso no tratamento. Além disso,
estas descobertas proporcionaram sustentação
adicional que o desenvolvimento da depressão poder ter
um impacto negativo na saúde em indivíduos
doentes medicados."
Pesquisadores da Rollins School of Public Health, Emory
University e do Department of Medicine, Gasteroenterology and
Hepatology do Weill Medical College of Cornell University
estiveram também envolvidos no estudo.
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