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| Pesquisadores desenvolvem terapia
genética para hipertensão arterial pulmonar
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| Fonte: The Journal of Clinical
Investigation, 03/06/2005 |
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Universidade de Alberta fizeram uma importante descoberta
que pode conduzir a tratamentos mais efetivos para a hipertensão
pulmonar arterial (HAP) - uma forma fatal de pressão
sangüínea alta nas artérias pulmonares,
causada pelo crescimento celular incontrolado. Os tratamentos
atuais são limitados e pode levar a insuficiência
cardíaca e falecimento do paciente em poucos anos.
Os pesquisadores mostraram que a Survivina, uma proteína
quase sempre manifestada exclusivamente no câncer, também
é expressa em grande quantidade em artérias
pulmonares de homens e animais com HAP. A Survivina é
um inibidor da apoptose, ou morte celular programada, que
promove o câncer, suprimindo a capacidade do organismo
em limitar o crescimento celular anormal.
Munidos com esta nova informação e usando
modelos animais, os pesquisadores desenvolveram uma terapia
genética que deve ser nebulizada e inalada, para
ministrar um mutante de Survivina inativo por meio de um vírus
- conhecido cientificamente como um "construto negativo
dominante", inibindo, efetivamente, a Survivina endógena.
A terapia reverteu a HAP em ratos, melhorou o funcionamento
pulmonar e aumentou a sobrevivência, e pode ser um
tratamento futuro promissor para a HAP humana. Os membros da
equipe de pesquisa acreditam que como no câncer, a
Survivina leva a um crescimento celular anormal nas artérias
pulmonares de pacientes com HAP.
"O aspecto mais intrigante é que nós
mostramos pela primeira vez que a proteína do câncer
também é expressada nos vasos sangüíneos
de pacientes com HAP, mas não em pessoas sem a doença,
tornando a Survivina um alvo atraente para uma intervenção
seletiva", explica o pesquisador principal Evangelos
Michelakis.
"Isso torna a proliferação de vasos sangüíneos
no pulmão uma "forma de câncer" ou de
neoplasia, para ser mais preciso, que primeiro foi proposto
pelos Drs. Voelkel e Tuder da Universidade de Colorado. Nós
demonstramos pela primeira vez que, semelhante ao câncer,
a apoptose é suprimida nas paredes dos vasos sangüíneos
pulmonares nesta doença".
"O nosso maior desafio em tratar a HAP é o fato
de não sabermos o que faz com que as células nas
paredes dos vasos sangüíneos do pulmão cresçam
excessivamente", diz o professor de cardiologia da
Universidade de Alberta. "E os tratamentos precisam
atingir os vasos sangüíneos do pulmão e
poupar as células normais no resto do organismo".
Esta última pesquisa baseia-se em trabalho anterior
do grupo que mostra que uma droga oral - Dicloroacetato -
acentua a apoptose na HAP, revertendo assim a doença e
prolongando a sobrevivência de ratos. Como esse
tratamento oral já foi testado em humanos com doenças
mitocondriais congênitas, a equipe de pesquisa está
começando um estudo clínico em humanos com HAP.
Similarmente, drogas mais novas que inibem a Survivina,
atualmente em testes na oncologia, também podem ser
diretamente aplicáveis aos pacientes com HAP, explica o
Dr. Michelakis.
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