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| Nova visão sobre causa
potencial de disfunção sexual em mulheres.
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| Fonte: American Journal of Obstetrics &
Gynecology, 25/05/2005 |
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Pesquisadores da Yale School of Medicine e do Albert
Einstein College of Medicine descobriram, em novo estudo, que
a disfunção sexual feminina (FSD) afeta 48,2%
das mulheres, que tinham uma menor sensibilidade no clitóris,
aumentando o risco de disfunção sexual.
"Existe uma escassez de dados disponíveis sobre
FSD e este estudo atenta para a possibilidade de uma causa
neurológica da disfunção", disse a
autora que lidera o estudo Kathleen Connell, M.D, professora
assistente no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia
e Ciências Reprodutivas na Escola de Medicina de Yale.
Connell disse que estudos epidemiológicos anteriores
mostraram que cerca de 10 milhões de mulheres com
idades entre 50 e 74 anos relatam queixas sexuais, incluindo
menos desejo, incapacidade de atingir o orgasmo e aumento de
dor durante a relação. Em contraste com dados
sobre os homens, Connell disse que estudos clínicos
avaliando mecanismos fisiológicos responsáveis
por funções sexuais em mulheres são
poucos, apesar de outras pesquisas sugerirem que disfunções
sexuais podem ser mais comuns em mulheres do que em homens. "A
resposta sexual é complexa e envolve interações
entre o sistema nervoso, o sistema vascular e o sistema músculo-esquelético",
disse Connell. "Alterações em quaisquer
desses sistemas podem, potencialmente, causar FSD".
O estudo foi conduzido enquanto Connell estava no Albert
Einstein College of Medicine. A equipe estudou o nervo
pudenal, que provê as fibras nervosas para os músculos
pélvicos e é também responsável
pelas sensações na região genital. Eles
avaliaram o papel da integridade neurológica genital e
as funções sexuais em 56 mulheres. Usaram um
questionário validado para identificar mulheres com
idade entre 18 e 68 anos com FSD e testaram sensações
vibratórias e de pressão na região
genital.
A equipe descobriu que quase metade das mulheres estudadas
relataram disfunção sexual. Dentre as mulheres
com FSD, 23,2% possuíam mais de uma forma de disfunção
sexual. Aquelas com disfunção sexual tinham uma
menor sensibilidade no clitóris, comparadas com
mulheres assintomáticas.
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