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| Estudo salienta envolvimento genético
na dependência à nicotina |
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| Fonte: Behavioral Neuroscience, 05/03/2005
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Geneticistas de comportamento da Universidade de Colorado
compararam a média diária de consumo de nicotina
em camundongos. O co- autor Jerry Stitzel, PhD, e sua equipe
descobriram que camundongos com o polimorfismo "treonina"
(uma alteração para a seqüência do
DNA dos genes) num gene chamado de Chrna4 consumiam
significativamente mais nicotina do que camundongos com um
polimorfismo alanina no mesmo gene. Os autores acham que essa
variação de treonina pode permitir que esses
camundongos tolerem níveis maiores de nicotina antes de
experimentarem efeitos colaterais negativos no sistema
nervoso.
Chrna4 contém as instruções para
construir uma proteína que é parte de um
receptor que reconhece a acetilcolina, um neurotransmissor que
desempenha um papel no sistema de satisfação do
cérebro e também auxilia no aprendizado e na memória,
sono, controle do movimento muscular, índice cardíaco,
pressão sangüínea e mais. Como a nicotina é
muito similar quimicamente a acetilcolina, ela se liga aos
mesmos receptores, incluindo aqueles com a proteína
feita do Chrna4. Deste modo, o sistema nervoso responde à
nicotina como se ela fosse acetilcolina.
Os autores concluem que variações naturais no
Chrna4 podem, pela variação de como os
receptores de nicotina trabalham, resultar numa variação,
de animal para animal, da tolerância à nicotina.
Isso pode explicar porque em humanos (o gene é
encontrado essencialmente em todos os animais), polimorfismos
de Chrna4 estão associados com a dependência à
nicotina. Pessoas com certas variações no gene
podem estar aptas a tolerar mais nicotina antes de ficarem
doentes e como resultado fumar mais. A nicotina é um
inseticida natural encontrada apenas no tabaco. Como outros
inseticidas, ela é extremamente tóxica para
humanos.
Entender como os genes mudam os receptores de nicotina pode
fornecer tratamentos melhores. Stitzel diz, "Nenhum gene
sozinho será o determinante exclusivo de que alguém
se tornará dependente à nicotina ou qualquer
outra substância, porque a dependência
provavelmente é devida aos efeitos de muitos genes
assim como fatores sociais e ambientais".
No entanto, ele adiciona: "Identificando genes que
contribuem para que um indivíduo se torne um adicto, nós
ganharemos conhecimentos importantes sobre a biologia da
dependência. Com isso, nós estaremos numa posição
muito melhor para desenvolver tratamentos mais efetivos para
adicção. Esse caminho pode também levar a
tratamentos específicos para o 'perfil genético'
do fumante".
Os autores determinaram semelhantemente que Chrna4 não
regula diretamente o consumo de álcool porque remoção
do Chrnb2, um gene cuja proteína se associa com a proteína
Chrna4, não afeta a relação entre Chrna4
e consumo de álcool. Por essa razão, Chrna4 pode
estar associado com o consumo alcóolico através
de ligação com um gene ainda não
determinado que regule o consumo de álcoo. Stitzel
conclui que, "Genes comuns provavelmente desempenham um
papel na forte relação entre consumo de nicotina
e etanol, que em humanos significa fumar e beber."
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