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| Alzheimer: Pesquisadores descobrem
ligação entre insulina e doença |
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| Fonte: Journal of Alzheimer's Disease,
05/03/2005 |
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Pesquisadores da Rhode Island Hospital e Brown Medical
School descobriram que a insulina e suas proteínas
relacionadas são produzidas no cérebro, e que níveis
reduzidos de ambas estão relacionadas à doença
de Alzheimer.
"O que nós descobrimos é que a insulina não
é produzida apenas no pâncreas, mas também
no cérebro. E nós descobrimos que a insulina e
seus fatores de crescimento, que são necessários
para a sobrevivência das células cerebrais,
contribuem para a progressão da doença de
Alzheimer," disse autora principal Suzanne M. de la
Monte, neuropatologista no Rhode Island Hospital e professora
de patologia no Brown Medical School. "Isso aumenta a
possibilidade de diabetes do tipo três".
Já se sabia que a resistência a insulina, uma
característica da diabetes, está ligada a
neurodegeneração. Embora os cientistas tenham
suspeitado de uma ligação entre diabetes e doença
de Alzheimer, esse é o primeiro estudo a fornecer evidência
dessa conexão.
Ao estudar uma anormalidade genética em ratos que
bloqueia a sinalização de insulina no cérebro,
os pesquisadores descobriram que insulina e IGF I e II são
todos expressados nos neurônios em diversas áreas
no cérebro.
Adicionalmente, os pesquisadores determinaram que uma queda
na produção de insulina no cérebro
contribui para a degeneração das células
cerebrais, um sintoma inicial da doença de Alzheimer. "Essas
anormalidades, não correspondem a diabetes do tipo 1 ou
do tipo 2, mas refletem um processo de doença diferente
e mais complexo que se origina no SNC (sistema nervoso
central)".
Ao examinar o tecido do cérebro pos mortem de
pessoas diagnosticadas com a doença de Alzheimer, os
pesquisadores descobriram que fatores de crescimento não
são produzidos em níveis normais no hipocampo- a
parte de cérebro responsável pela memória.
A ausência desses fatores de crescimento, por sua vez,
faz com que células em outras partes do cérebro
morram. Pesquisadores descobriram que insulina e IGF I estavam
reduzidos significativamente no córtex frontal,
hipocampo e hipotálamo-todas áreas afetadas pela
progressão da doença de Alzheimer. De modo
inverso, no cerebelo, que geralmente não é
afetado pela doença de Alzheimer, os cientistas não
vêem o mesmo declínio da insulina e IGF I.
"Agora que os cientistas identificaram a insulina e
seus fatores de crescimento como contribuidores para a doença
de Alzheimer, isso abre caminho para tratamentos que tenham
como alvo o cérebro e muda a maneira como nós
vemos a doença de Alzheimer," disse de la Monte. .
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