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| Doença de Alzheimer: Óleo
de peixe pode combater a doença |
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| Fonte: Journal of Neuroscience, 23/03/2005
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Pesquisadores do Department of Veterans Affairs (VA) e da
Universidade da California, Los Angeles (UCLA) descobriram que
uma dieta rica em ácido docosahexenoico, ADH - um ácido
graxo ômega-3 encontrado em concentrações
relativamente altas nos peixes de água fria, reduziu
dramaticamente a progressão da doença de
Alzheimer em camundongos. Especificamente, o ADH reduz as
placas de proteína amilóide danosas no cérebro
que são características da doença.
Greg M. Cole, Ph.D., autor principal do estudo e
neuroscientista do VA Healthcare System e da UCLA, disse que
diferentemente de vários outros estudos com
camundongos, este aponta para os benefícios de uma
terapia de fácil acesso e já referida para
outras condições médicas. ADH - tanto de
fontes alimentares tais como peixe e soja, como de suplementos
de óleo de peixe - é recomendado por vários
cardiologistas para saúde do coração, que
se baseiam em resultados de estudos anteriores.
"A boa nova deste estudo é que nós
podemos comprar essa terapia no supermercado ou farmácia",
disse Cole. O ADH tem um perfil de segurança extraordinário
- essencialmente sem efeitos colaterais - e evidências
de estudos clínicos encorajam o uso de suplementos de
ADH por pessoas com risco de doenças cardiovasculares.
O novo estudo envolveu camundongos mais velhos, alterados
geneticamente para desenvolverem a doença de Alzheimer.
Os pesquisadores alimentaram um grupo com alimento fortificado
com ADH. O grupo de controle recebeu uma dieta normal sem ADH.
Após 3 a 5 meses, equivalente a vários anos na
biologia humana, o grupo que recebeu a dieta rica em ADH tinha
um acúmulo de proteína amilóide no cérebro
70% menor.
Um estudo anterior do grupo de Cole mostrou que o ADH
protegia contra danos nas áreas sinápticas onde
células cerebrais se comunicam e permitiu aos ratos ter
melhor desempenho em testes de memória.
Segundo os cientistas, os estudos sugerem que até
mesmos as pessoas geneticamente predispostas à doença
podem ser capazes de retardar a doença por meio da
ingestão de ADH.
Os ácidos graxos ômega-3, tipicamente
deficiente na dieta americana, são essenciais para a saúde
humana. ADH é particularmente vital ao funcionamento
cerebral adequado, bem como saúde dos olhos e outros
processos do organismo.
Nos anos recentes, epidemiologistas têm associado as
dietas ricas em óleos de peixe a uma menor incidência
de doença de Alzheimer e considerado o ADH um fator
preventivo. Os suplementos de ácidos graxos ômega-3
estão sendo testados agora em pacientes com a doença
de Alzheimer nos estágios iniciais nos EUA, Canadá
e Suécia para verficar se a terapia realmente retarda a
progressão da doença.
Fontes alimentares de ácidos graxos ômega-3
incluem peixes como salmão, cavala e sardinha, bem como
amêndoas, nozes, soja e ovos enriquecidos com ADH.
Inquietações em relação à
contaminação dos peixes com mercúrio têm
ajudado a popularizar suplementos purificados de ADH baseados
em óleo de peixe ou algas.
No ano passado, a equipe de Cole identificou outro nutriente
que parece combater as placas de Alzheimer nos camundongos:
curcuma, o pigmento amarelo no açafrão da índia,
um dos condimentos que compõem o curry. Os
pesquisadores se interessaram no potencial da curcuma para
prevenir ou tratar a doença de Alzheimer após
observar a baixa prevalência de demência entre os
idosos na Índia, onde o consumo de curry é
comum.
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