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| Nova pesquisa examina genética
do envelhecimento bem sucedido |
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| Fonte: American Journal of Geriatric
Psychiatry, 01/09/2006 |
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Cientistas identificaram genes relacionados à cognição
preservada aos 90 anos. O estudo que foi conduzido na
University of Pittsburgh está entre os primeiros a
identificar ligação da genética com a
longevidade cognitiva.
"Envelhecer bem tem sido definido de várias
maneiras, no entanto, nós focamos em indivíduos
que alcançaram no mínimo 90 anos sem declínio
significante na capacidade mental", disse o pesquisador líder
George S. Zubenko, M.D., Ph.D. professor de psiquiatria e ciências
biológicas na University of Pittsburgh. "Apesar
desse ser um objetivo que muitos de nós compartilhamos,
uma definição de 'envelhecimento bem
sucedido'pode ser determinada de maneira consistente e
objetiva por meio dos indivíduos -um importante
requisito para os estudos científicos".
Enquanto pesquisa anterior revelou que genes fazem
importantes contribuições para longevidade
excepcional, o objetivo deste estudo foi identificar regiões
do genoma humano que contribuem, junto com fatores de estilos
de vida, para que se chegue aos 90 anos com a cognição
preservada.
O estudo envolveu 100 pessoas com 90 anos ou mais que
tinham a cognição preservada conforme medida por
avaliações clínicas e psicométricas.
Metade dos indivíduos eram homens, metade mulheres.
Usando um novo método de análise do genoma, os
cientistas compararam o DNA de amostras do estudo com o de 100
jovens, com idades entre 18 e 25 anos, que foram grupados por
sexo, raça, etnia e localização geográfica.
Particularmente, Dr. Zubenko e sua equipe de pesquisa tentaram
identificar seqüências genéticas específicas
presentes em indivíduos mais velhos que poderiam estar
ligadas a atingir idade avançada com as habilidades
cognitivas preservadas, ou de modo oposto, seqüências
genéticas específicas presentes em indivíduos
mais novos (e não presentes naqueles com idade acima de
90) que podem impedir um envelhecimento bem sucedido. O estudo
também examinou uma variedade de fatores de estilo de
vida, como fumar e consumir álcool, com o objetivo de
explorar os efeitos interativos dos genes e estilos de vida no
envelhecimento bem sucedido.
O estudo identificou nove regiões genéticas
que estavam associadas com o envelhecimento bem sucedido,
algumas das quais afetam homens e mulheres, mas não
ambos.
"Historicamente na média, as mulheres têm
vivido mais tempo do que homens, a prevalência de números
de doenças sérias difere em homens e mulheres, e
existem importantes diferenças em mudanças
psicológicas relacionadas à idade que ocorrem
entre os sexos ao longo da vida", disse Dr. Zubenko. "Não
seria surpreendente se a coleção de genes que
influencia a capacidade de alcançar uma idade avançada
com capacidade mental normal diferir de certa maneira em
homens e mulheres".A maioria dos envelhecimentos bem
sucedidos ou regiões "SAG" se sobrepôs
com localizações genéticas, relatadas
anteriormente, associadas com suscetibilidade genética
a doenças cardiovasculares, psiquiátricas e acúmulo
de danos em tecidos devido ao estresse oxidatativo. Os
resultados do estudo também destacaram os efeitos
prejudiciais de fumar cigarros, beber excessivamente e
desordens mentais sérias em envelhecimentos bem
sucedidos em ambos os sexos.
"A descoberta que a genética, estilo de vida, e
suas interações podem influenciar a habilidade
de atingir uma idade avançada com cognição
preservada, é excitante", constatou Dr. Zubenko.
"Identificar tanto fatores genéticos quanto
comportamentais pode alimentar a promessa de melhor entender o
processo de envelhecimento e talvez um dia enriquecer ou
estender as vidas de outros indivíduos".
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