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| Ingestão de ovo na gravidez
afeta o risco de câncer de mama da prole |
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| FASEB, 01/12/2008 |
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Uma surpreendente descoberta baseada em epigenética
(a hereditariedade da propensão adquirida no útero)
revela que consumir colina - um nutriente encontrado no ovo e
outros alimentos - durante a gravidez pode afetar de forma
significativa as conseqüências do câncer de
mama nas descendentes. A descoberta realizada por uma equipe
de biólogos da Boston University é a primeira a
relacionar o consumo de colina durante a gravidez com o câncer
de mama e o primeiro a identificar possíveis mudanças
genéticas relacionadas com colina que afetam as taxas
de sobrevivência do ao câncer de mama.
Os pesquisadores fizeram a descobertas em ratos, estudando fêmeas
cujas mães foram alimentadas com quantidades variadas
de colina durante a gravidez. Os diversos grupos de ratas
prenhas receberam dietas com quantidade padrão de
colina, sem colina e com colina extra. Então, os
pesquisadores trataram a prole fêmea com um composto químico
que causa câncer na glândula mamária (câncer
de mama) . Embora os animais em todos os grupos tenham
desenvolvido câncer de mama, as filhas de mães
que receberam uma quantidade extra de colina durante a
gravidez tiveram tumores de crescimento lento, enquanto que
aquelas cujas mães não receberam qualquer
quantidade de colina durante a gravidez tiveram tumores de
crescimento rápido.
Nosso estudo provê suporte adicional para a noção
de que a colina é um importante nutriente que deve ser
considerado na orientação dietética",
disse Krzysztof Blusztajn, Ph.D., professor de patologia na
Boston University e pesquisador sênior do estudo.
Os pesquisadores também encontraram múltiplas
mudanças genéticas e moleculares nos tumores das
ratas que se correlacionaram com a sua sobrevivência. As
ratas que tiveram tumores de crescimento lento tinham um padrão
genético similar àquele observado em mulheres
com câncer de mama e que apresentavam bom prognóstico.
As ratas com tumores de crescimento rápido tinham mudanças
no padrão genético similares àqueles
encontrados em mulheres com uma doença mas agressiva.
Os pesquisadores também encontraram evidências
que essas mudanças genéticas podem resultar da
maneira com que a colina afeta modificações do
DNA dentro da glândula mamária do feto à
medida que ele se desenvolve no útero.
O National Cancer Institute estima que haverá mais de
184.000 novos casos de câncer de mama em 2008 e mais de
40.000 óbitos. Tratamentos para mulheres com câncer
de mama vairam de terapia hormonal a cirurgia.
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