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| Dieta mediterrânea reduz
risco de danos cognitivos |
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| Archives of Neurology, 09/02/2009 |
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Adotar dieta mediterrânea parece estar associada com
menor risco de danos cognitivos brandos - um estágio
entre o envelhecimento normal e a demência - ou da
transição de dano cognitivo brando para doença
de Alzheimer.
Dentre as características comportamentais, a dieta
desempenha um importante papel na causa e prevenção
da doença de Alzheimer", escrevem os autores.
Estudos anteriores mostraram um risco menor para a doença
de Alzheimer dentre aqueles que adotam a dieta mediterrânea,
caracterizada por um consumo elevado de peixes, vegetais,
legumes, frutas, cereais e ácidos graxos insaturados,
baixo consumo de produtos lácteos, carnes e gorduras
saturadas e consumo moderado de álcool.
Nikolaos Scarmeas, M.D., e colegas na Columbia University
Medical Center, New York, calcularam o grau de aderência
à dieta mediterrânea entre 1.393 indivíduos
sem problemas cognitivos e 492 pacientes com danos cognitivos
leves. Os participantes foram examinados, entrevistados,
testados para danos cognitivos e questionados sobre hábitos
alimentares entre 1992 e 1999.
Nos 4,5 anos de acompanhamento que se seguiram, 275 dos
1.393 indivíduos que não apresentavam danos
cognitivos brandos desenvolveram a doença. Comparados
com a terça parte que teve a menor aderência à
dieta mediterrânea, a terça parte que teve maior
aderência à dieta teve um risco 28% menor de
desenvolver danos cognitivos brandos e a terça parte
que teve aderência média um risco 17% menor.
Naqueles 482 indivíduos com danos cognitivos brandos
no início do estudo, 106 desenvolveram a doença
de Alzheimer nos 4,3 anos seguintes de acompanhamento. A aderência
à dieta mediterrânea também estava
associada com menor risco nessa transição. A terça
parte com maior aderência à dieta mediterrânea
teve um risco 48% menor e terça parte com aderência
média teve um risco 45% menor do que a terça
parte com menor aderência.
A dieta mediterrânea pode melhorar os níveis de
colesterol, de açúcar no sangue e saúde
geral dos vasos sanguíneos, ou reduzir a inflamação,
todos associados com um dano cognitivo brando. Componentes
alimentares individuais da dieta também podem
influenciar no risco cognitivo. "Por exemplo, um efeito
benéfico possível para danos cognitivos brandos
ou conversão de danos cognitivos brandos para doença
de Alzheimer foram reportados para álcool, peixe, ácidos
graxos poliinsaturados (também para declínio
cognitivo associado à idade) e níveis mais
baixos de ácidos graxos saturados", escrevem os
autores.
Segundo os autores, estudos adicionais são necessários
para confirmar a influência deste e outros fatores dietéticos
sobre o desenvolvimento de danos cognitivos e da doença
de Alzheimer.
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