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Identificado organismo que pode
causar cólicas no bebê |
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Journal of Pediatrics, 23/07/2009 |
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Pesquisadores da University of Texas Health Science Center
at Houston afirmam terem identificado um organismo que pode
desencadear a cólica nos bebês - a bactéria
Klebsiella, que pode ser encontrada na boca, pele e
intestinos. No estudo com 36 bebês, metade dos quais
tinha cólica e apresentava a bactéria e inflamação
no intestino.
Segundo J. Marc Rhoads, M.D., professor de pediatria na
University of Texas Medical School at Houston, não
existe um tratamento baseado em evidências para a cólica
do bebê.
"Acreditamos que a bactéria possa estar
desencadeando uma reação inflamatória,
causando a inflamação do intestino", diz
Rhoads, principal pesquisador do estudo. Os bebês do
estudo foram alimentados com leite materno e/ou leite em pó.
Estudos anteriores não apresentaram dados
significativos que suportassem a teoria de que a amamentar com
leite materno proteja a criança das cólicas.
A cólica é definida como um choro forte e
inexplicável em recém-nascidos saudáveis.
Ocorre normalmente em crianças com menos de três
meses e dura mais de três horas ao dia por pelo menos três
dias da semana.
"A cólica é uma condição
muito comum e afeta cerca de 15% das crianças saudáveis.
Mais de a metade dos óbitos de crianças recém-nascidas
recai na categoria de cólicas. Poderemos prevenir essas
mortes se pudermos encontrar um tratamento, disse Rhoad."
No momento, os pediatras receitam leite em pó hipoalergênicos
na tentativa de tratar a cólica, mas nada foi provado
como sendo um tratamento efetivo para a condição.
"Durante estudo, também constatamos que os bebês
que não tinham cólica tinham maior variedade de
bactérias em seus intestinos. A presença de mais
bactérias pode indicar que espécies específicas
de bactéria (filotipos) são benéficas aos
humanos", disse Rhoads.
Um estudo maior é necessário para examinar a
Klebsiella e o uso de probióticos, que é um
suplemento dietético produzido com bactérias
boas, para controlar a inflamação no intestino.
Antes que isso ocorra, será realizado um estudos com 40
adultos saudáveis para examinar a segurança dos
probióticos.

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