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| Estudo revela como pessoas podem
manter a função cognitiva na velhice |
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| Neurology, 09/06/2009 |
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Nem todos têm declínio cognitivo com o avançar
da idade. Pessoas idosas que se exercitam ao menos uma vez por
semana, têm pelo menos a escola secundária e
conhecimento de leitura e escrita correspondente à 1a série
do segundo grau, são não fumantes e socialmente
ativas têm maior probabilidade de manter suas
habilidades cognitivas nos seus 70 e 80 anos, de acordo com
pesquisa publicada.
O estudo acompanhou 2.500 pessoas entre 70 e 79 anos de
idade, durante oito anos, testando suas habilidades cognitivas
várias vezes ao longo do estudo. Muitos dos
participantes apresentaram declínio na função
cognitiva. Cinquenta e três porcento dos participantes
apresentaram declínio normal relacionado à idade
e 16% apresentaram declínio maior. Entretanto, 30% dos
participantes não apresentaram mudanças ou
melhoraram nos testes realizados ao longo dos anos.
Os pesquisadores então examinaram quais fatores fazem
com que a cognição das pessoas permaneça
em forma, diferente de outras que perderam algumas de suas
habilidades ao longo dos oito anos de estudo. "Até
hoje, a maioria dos estudos realizados focou nos fatores que
expunham as pessoas a um risco maior de perder suas
habilidades cognitivas com o tempo, mas pouco se sabe sobre
que fatores ajudam as pessoas a manter suas habilidades",
disse a autora do estudo Alexandra Fiocco, PhD, da University
of California, San Francisco.
O estudo traçou um perfil único que diferencia
as pessoas que mantêm a função cognitiva
daquelas que apresentam declínio cognitivo associado
com a idade: pessoas que se exercitam de forma moderada a
vigorosa pelo menos uma vez na semana possuem chances 30%
maiores de manter a função cognitiva do que
aquelas que não se exercitam tanto. Aquelas que
cursaram pelo menos a escola secundária têm
chances quase três vezes maiores de se manter em forma
do que aquelas que têm menos instrução.
Idosos com primeira série do segundo grau ou superior têm
quase 5 vezes mais chances de se manter em forma do que
aqueles com nível de conhecimento inferior. Não
fumantes têm chances quase duas vezes maior do que
aqueles que fumam. E finalmente, pessoas que trabalham ou
vivem com alguém têm chances 24% maiores de
manter suas funções cognitivas na velhice.
"Alguns desses fatores tais como exercícios e
fumo são hábitos que as pessoas podem mudar.
Descobrir fatores associados com a manutenção
cognitiva pode ser útil nas estratégias para
prevenir ou retardar o início da demência",
disse Fiocco. "Esses resultados também nos ajudam
a entender os mecanismos envolvidos no envelhecimento com
sucesso".

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