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| Será que as mães
sabem quando basta? |
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| Journal of Nutrition Education and Behavior ,
11/05/2009 |
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À medida que a obesidade epidêmica avança
nos EUA, pesquisadores examinam se o comportamento dos pais e
das crianças contribui para o problema. O estudo da
Rutgers University reporta que as mães não
percebem os sinais de saciedade de seus filhos e tendem a
superalimentá-los, conduzindo ao ganho de peso
excessivo durante o período de 6 a 12 meses de idade.
Participaram do estudo noventa e seis mães negras e
hispânicas, com baixa renda, que optaram por amamentar
as crianças exclusivamente com leite em pó. Os
dados foram coletados durante a entrevista inicial e nas
visitas às suas residências realizadas nos 3o, 6o
e 12o meses.
Durante as visitas, a amamentação foi
observada, as mães foram entrevistadas e as crianças
foram pesadas e medidas. Os diários sobre amamentação
foram checados em relação a omissões e dúvidas.
Várias características que predizem o ganho de
peso pelas crianças do nascimento aos 3 meses foram
incluídas na análise, tais como peso no
nascimento, gênero, raça, idade da mãe,
grau de instrução, país de origem, IMC
antes da gravidez e peso durante a gravidez.
Para o período dos 3 aos 6 meses, foram incluídos
peso no nascimento, IMC da mãe, ganho de peso do bebê
entre os 0 e 3 meses, aumento do comprimento entre 0 e 3
meses, número de vezes que o bebê mama por dia, o
mês em que o alimento sólido foi introduzido,
percepção da mãe em relação
aos sinais do bebê aos 3 meses.
Para o período entre 6 e 12 meses de idade, foram
incluídas as seguintes variáveis: peso no
nascimento, IMC da mãe, ganho de peso do bebê
entre 3 e 6 meses, aumento do comprimento do bebê entre
3 e 6 meses, percepção da mãe em relação
aos sinais do bebê aos 6 meses e número de
amamentações ao dia no sexto mês.
Nenhuma dessas variáveis serviu para predizer o ganho
de peso da criança nos três primeiros meses ou
entre o 3o e 6o mês. Entretanto, o número de
amamentações por dia no sexto mês foi
quase significativo em predizer o ganho de peso entre 6 e 12
meses e a sensibilidade das mães aos sinais do bebê
foi significativo em predizer o ganho de peso mas de forma
inversa, ou seja, as crianças cujas mães são
menos sensíveis aos indícios de saciedade de
seus filhos ganharam mais peso.
Os autores do artigo, John Worobey, PhD; Maria Islas Lopez,
MA; e Daniel J. Hoffman, PhD, observam que é fácil
jogar a culpa sobre o número de amamentações,
particularmente com leite em pó, mas a sensibilidade da
mãe ao estado de saciedade da criança, como
refletida nos resultados dos testes, sugere que a relutância
das mães em diminuir o número de mamadeiras ou
terminar a amamentação quando a criança
apresenta sinais de saciedade pode estar passando por cima da
capacidade de a criança auto-regular a quantidade de
alimentação.
Entretanto, os pesquisadores advertem que usar essas informações
para orientar as mães com baixa renda e baixo grau de
instrução é muito delicado e um grande
desafio. Amamentar uma criança é um ato
primitivo e sugerir a uma mãe que ela está
amamentando em demasia, ou pior, que ela não está
conseguindo perceber os sinais de seu filho, pode exigir uma
profissional muito bem treinada para aconselhar/orientar essa
mãe.
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